
A exportações do setor pet brasileiro quebraram recorde. Em 2024, os produtos pet exportados somaram US$ 580,6 milhões, o maior valor registrado desde o início das medições em 2014. Na comparação com 2023, o montante teve alta de 29,7%. Os dados são da ComexStat, elaborados e divulgados com exclusividade à Petfood Forum Brasil pela Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) em parceria com o Instituto Pet Brasil (IPB).
O resultado foi alavancado principalmente por alimentos para animais de estimação. Rações e petiscos representaram 86% das exportações brasileiras, somando quase US$ 500 milhões. Em seguida, produtos de pet care tiveram grande participação, com US$ 67,6 milhões (11,6%) exportados. Ingredientes, produtos veterinários e animais vivos completam, com 2,3%, os produtos exportados em 2024.
Tal crescimento, segundo a Abinpet, ocorre, entre outros fatores, devido à diversificação de mercados, com um aumento da presença de produtos brasileiros em países vizinhos da América Latina. “Há de se levar em conta, também, a competitividade e a qualidade dos produtos brasileiros no mercado internacional, e a taxa de câmbio que favorece a exportação”, afirmou José Edson Galvão de França, presidente executivo da Abinpet e membro do conselho consultivo do IPB à Petfood Forum Brasil.
Em 2024, os maiores importadores do setor pet brasileiro foram a Colômbia, o Uruguai, os Emirados Árabes Unidos, a Bolívia e o Chile.
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Importações de pet food crescem em 60%
Em 2024, o Brasil também superou recordes de importação no setor pet. Segundo dados divulgados pela Abinpet, as importações cresceram em 63,9% na comparação com 2023, batendo US$ 20,1 milhões. Este valor representa o maior patamar da série histórica desde 2014, superando consideravelmente o recorde anterior de 2021 (US$ 14,79 milhões). Alimentos para animais de estimação representam quase a totalidade dos volumes importados (US$ 20,08 milhões).
Levantamento da Abinpet destaca que os Estados Unidos, Áustria e Tailândia figuram entre os principais fornecedores de produtos importados, representando 66,1% do valor total dessas importações.
O que esperar de 2025?
Para 2025, as exportações e importações devem continuar em alta. A Abinpet projeta que, caso a tendência se confirme, as exportações no setor devem atingir cerca de US$ 650 a US$ 700 milhões. Além disso, pet food continuará sendo o principal produto exportado, mantendo uma participação superior a 85% do total.
Com relação às importações, o presidente da Abinpet afirma que continuaremos a ver aumento nas compras internacionais de pet food. No entanto, este aumento está ligado à previsão de queda na produção nacional para 2025.
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Também segundo dados da Abinpet e IPB, em 2024, a produção de pet food no mercado nacional teve queda pela primeira vez em 10 anos. A redução de 0,6% em relação a 2023 fez com que a produção ficasse na casa das 4 milhões de toneladas enquanto a capacidade potencial do Brasil é de 9 milhões.
O presidente da associação enfatiza que a carga tributária em cima de produtos pet no Brasil impede maior crescimento de produção e diminui a autossuficiência do mercado brasileiro, aumentando a necessidade de importações. No país, o alimento completo para animais de estimação é tributado como produto supérfluo, assim como bebidas alcoólicas e cigarros. Na prática, a carga tributária do alimento completo chega a quase 50%, ou seja, a cada R$ 1,00 gasto com alimento completo, R$ 0,50 é imposto. “Calculamos que, para este ano, se o cenário tributário e o câmbio permanecerem como estão, a queda na produção será maior, chegando a quase 4%”, disse Galvão de França.













