
A American Pet Products Association (APPA), entidade da indústria pet dos Estados Unidos, divulgou que o mercado americano movimentou US$ 158 bilhões (R$ 794,74 bilhões) em 2025, um aumento de 3,7% em relação ao ano anterior. Os dados são do relatório anual “State of the Industry 2026”, que ainda projeta crescimento do setor para US$ 165 bilhões (R$ 829,95 bilhões) em 2026, um crescimento de 4,4%, dos quais 2% devem ser atribuídos à inflação.
“A indústria pet continua sendo um mercado saudável e em evolução. O crescimento segue constante, a posse de pets está se expandindo entre diferentes gerações e os consumidores estão se tornando mais intencionais na forma como gastam, priorizando cuidados essenciais enquanto continuam investindo no bem-estar de seus pets. Essa combinação cria uma base sólida para o próximo ano”, afirmou Pete Scott, presidente e CEO da APPA
Posse de cães e gatos cresce
A posse de pets nos Estados Unidos permaneceu estável em 2025, com 95 milhões de lares possuindo pelo menos um animal de estimação.
A população de cães cresceu de 51% dos lares norte-americanos em 2024 para 53% em 2025, representando 71 milhões de residências. O cenário representa cerca de 4 milhões de novos lares com cães em relação ao ano anterior. O crescimento foi liderado pelas gerações Z, Millennials e X.
Com relação aos hábitos de consumo, os gastos das famílias com cães estão se tornando mais orientados ao custo-benefício, refletindo pressões econômicas mais amplas sobre os consumidores.
A posse de gatos aumentou 5% na comparação anual, alcançando 39% dos lares dos Estados Unidos, ou 53 milhões de residências, com crescimento impulsionado principalmente pelas gerações Z e Millennials. A participação dos gastos dos donos de felinos permaneceu estável em relação ao ano anterior, com os produtos como a principal categoria de despesa.
Gasto com pet é imune a mudanças na economia
Apesar da pressão econômica contínua, o impacto percebido sobre a posse de pets parece estar diminuindo, já que muitos tutores relatam ajustes no orçamento ou no estilo de vida para manter os gastos relacionados aos seus animais.
Aproximadamente metade dos tutores consultados declarou não ter modificado seus gastos com os pets. Em contrapartida, 22% afirmaram ter reduzido os gastos em 2025, o que representa um aumento de 10% nesse índice em comparação com o ano de 2024. As gerações Z e Millennials apresentaram uma maior tendência a declarar que a situação econômica não impactou a posse de seus animais de estimação.
No entanto, o cenário pode estar impactando no que os tutores escolhem gastar. O relatório apontou que o consumo de itens opcionais está migrando para cuidados essenciais.
Geração X emerge como motor de crescimento
A Geração X impulsionou um crescimento de 12% na posse de animais de estimação em comparação com o ano anterior, abrangendo diversas espécies. Especificamente, a posse de cães por essa geração aumentou 12% anualmente, e a de gatos, 8%.
Categorias com menor representação populacional registraram maiores crescimentos:
- aves (+25%);
- répteis (+20%);
- peixes de água doce (+17%).
“Os dados destacam uma ampliação da base de crescimento da posse de pets, desde consumidores mais jovens entrando no mercado até lares da geração X expandindo para múltiplas espécies”, afirmou Ingrid Chu, vice-presidente de insights de pesquisa. “Compreender essas dinâmicas geracionais é essencial para identificar novas oportunidades em produtos, serviços e categorias.”
A APPA publica o levantamento “National Pet Owners Survey” desde 1988. A pesquisa cobre hábitos e tendências de consumo em oito relatórios específicos por espécie. Mais informações sobre as pesquisas da entidade estão disponíveis no site da American Pet Products Association.

















