
O mercado latino-americano de alimentos para pets deve movimentar US$ 18,47 bilhões (R$ 94,78 bilhões) em 2035, ante US$ 12,84 bilhões (R$ 65,87 bilhões) em 2025, um crescimento de 44% em dez anos. A projeção é de relatório de 2026 da Claight Expert Market Research, que estima uma taxa composta de crescimento anual (CAGR) de 3,7%, impulsionada pelo aumento da população de animais de estimação, pela humanização dos pets e pela maior demanda por alimentos de maior valor agregado.
O Brasil permanece como principal mercado da região, concentrando quase 60% das vendas de pet food. O relatório aponta que a expansão também ganha força em outros países latino-americanos, impulsionada pelo crescimento da renda, pela urbanização e pela consolidação do segmento pet como uma das categorias de consumo mais resilientes da região.
Países assumem papéis diferentes na evolução do mercado
Embora lidere em volume, o Brasil divide espaço com outros mercados que vêm se especializando em diferentes frentes da indústria.
Segundo o relatório, o México fortalece sua posição como polo de inovação e investimentos industriais. Argentina e Colômbia ampliam a oferta de produtos premium e sustentáveis, enquanto o Chile se destaca pelo avanço das regulamentações voltadas à transparência na rotulagem. O Peru, por sua vez, começa a ganhar espaço no desenvolvimento de alimentos formulados com proteínas vegetais.
Esse movimento demonstra uma indústria regional cada vez menos concentrada e mais diversificada, com diferentes países contribuindo para a evolução tecnológica e comercial do setor.
Premiumização impulsiona alimentos funcionais
A humanização dos animais continua sendo o principal motor do crescimento. Como exemplo, o relatório destaca que mais de 75% dos lares chilenos possuem animais de estimação, cenário que favorece a demanda por alimentos premium, ingredientes de maior qualidade e dietas inspiradas na alimentação humana.
Além dos produtos gourmet, cresce a oferta de alimentos funcionais voltados para saúde digestiva, pele, articulações e envelhecimento saudável. Dietas personalizadas, desenvolvidas a partir de testes genéticos e do microbioma intestinal dos animais, também começam a ganhar espaço na região.
Cães lideram mercado; alimentos para gatos aceleram
Os alimentos para cães seguem respondendo pela maior parte das vendas de pet food na América Latina, impulsionados pelas linhas premium, dietas sem grãos e produtos voltados à prevenção de doenças.
Já os alimentos para gatos apresentam o ritmo de crescimento mais acelerado. Segundo o relatório, Argentina e Chile lideram esse movimento, favorecido pelo aumento da população felina em áreas urbanas e pela demanda por dietas ricas em proteínas e ingredientes funcionais.
Snacks e comércio digital ampliam oportunidades
A ração seca permanece como o principal formato comercializado na região, mas os snacks representam o segmento de maior crescimento, impulsionados pela busca por benefícios adicionais, como saúde bucal, controle do estresse e cuidados com pele e pelagem.
No varejo, supermercados continuam liderando as vendas, enquanto o comércio eletrônico acelera sua participação. Em 2024, as vendas online de alimentos para pets na América Latina movimentaram US$ 180 milhões (R$ 923,4 milhões), refletindo a expansão de assinaturas, recomendações personalizadas e novos modelos de relacionamento entre fabricantes e consumidores.
Sustentabilidade amplia espaço para novos ingredientes
O relatório também aponta o fortalecimento de iniciativas voltadas à economia circular, embalagens sustentáveis e proteínas alternativas como parte da estratégia de diferenciação das empresas.
Embora proteínas de origem animal permaneçam predominantes, ingredientes vegetais e novas matérias-primas começam a ganhar espaço em formulações voltadas a consumidores que buscam produtos mais sustentáveis ou destinados a animais com necessidades nutricionais específicas.

















