PETSA 2026: Startup brasileira movimenta estande com versão de petisco de mosca

Lets Fly apresenta nova formulação do Mordida de Dragão, petisco à base de proteína de mosca soldado negra, visando agradar até os pets mais exigentes

Petsa 3 Comida De Dragão Petisco
Juliana Stern | Imagem gerada com ferramentas de IA

Durante a Pet South America (PETSA) 2026, principal feira da indústria pet na América Latina, realizada entre 12 e 14 de agosto em São Paulo, a vanguarda da nutrição pet ganhou destaque com soluções focadas em sustentabilidade, hipoalergênicidade e alta digestibilidade. Entre as atrações do evento, a startup carioca Lets Fly movimentou seu estande, marcado por uma identidade visual disruptiva e pela circulação constante de visitantes, ao apresentar a versão 2.0 do Mordida de Dragão, um biscoito crocante formulado com proteína de insetos.

Desenvolvido para cães de todos os portes e em qualquer fase da vida, o petisco utiliza como base a larva da mosca-soldado-negra (BSF, na sigla em inglês) desidratada. A proposta combina inovação nutricional e apelo ecológico, posicionando os insetos como uma das principais alternativas às proteínas animais tradicionais no mercado de pet food.

Formulação aprimorada e foco em hipoalergênicidade

A nova versão do Mordida de Dragão foi reformulada com base nos feedbacks dos consumidores e tutores para otimizar o apelo palatável, a aceitação e a digestibilidade do produto.

Segundo Bruno Multedo, cofundador e CEO da Lets Fly, a empresa identificou oportunidades de melhoria na receita original para tornar o snack ainda mais acessível a cães menores e gatos.

"Um feedback que a gente recebia muito era que o biscoito era muito duro e não dava para quebrar na mão muito bem. Além disso, nossos produtos têm apelo hipoalergênico, mas a versão anterior levava farinhas de trigo e de aveia na base, o que podia gerar reações em pets mais sensíveis”, conta Multedo. 
Petisco à base de inseto é líder de vendasPetisco à base de inseto é líder de vendas Juliana Stern
A nova fórmula substitui esses ingredientes por farinha de mandioca e batata-doce, mantendo o produto 100% sem grãos e sem glúten, além de adotar extrato de alecrim como conservante natural. Com isso, a textura tornou-se mais aerada por dentro, facilitando o fracionamento manual. 

As mudanças estruturais refletiram diretamente no desempenho comercial do item. "Pela primeira vez na história da Lets Fly, no primeiro mês de vendas do 'Mordida de Dragão', o biscoito ultrapassou a 'Comida de Dragão' original [larvas hidratadas] como o nosso produto número um", comemora o executivo.

Perfil nutricional e impacto ambiental

Além da farinha de mandioca e da batata-doce, a receita conta com cúrcuma e spirulina, que conferem ação antioxidante e anti-inflamatória natural, e inulina, fibra prebiótica que auxilia no equilíbrio da microbiota intestinal. Cada embalagem do biscoito oferece 43 gramas de proteína de alta qualidade, com perfil completo de aminoácidos, ácidos graxos essenciais (ômegas 3, 6 e 9) e ácido láurico.

De acordo com a Lets Fly, a proteína de BSF apresenta um índice de digestibilidade próximo a 90% nos pets (frente a 70-80% observado em fontes convencionais), sendo uma opção indicada para animais com sensibilidades ou alergias alimentares.

Toda a produção é realizada na primeira biofábrica de insetos registrada no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) no estado do Rio de Janeiro. A criação das larvas é alimentada por resíduos orgânicos rastreáveis em um ciclo de economia circular de apenas 45 dias, reduzindo drasticamente o uso de recursos em comparação à pecuária tradicional. Em termos ecológicos, a produção de 1 kg de proteína de BSF emite 83% menos carbono, consome 15 mil litros a menos de água e exige 142 vezes menos área de terra do que a bovina.

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