Relatório: alimentos frescos e congelados para cães crescem quatro vezes acima da média do mercado

Apesar do posicionamento premium e orçamento apertado dos consumidores, segmento de alimentos frescos e congelados para cães continua ganhando participação de mercado em relação aos formatos úmidos e secos

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Lisa Cleaver | Imagem gerada com ferramentas de IA

Os alimentos frescos e congelados para cães registraram crescimento muito superior ao da categoria de alimentos para cães como um todo. A alta acontece apesar da maior sensibilidade dos consumidores aos preços, de acordo com um novo relatório da Cascadia Pet Industry Insights.

Entre 2021 e 2025, o segmento apresentou uma taxa composta de crescimento anual (CAGR) de 24,5%, quase quatro vezes superior à categoria total de alimentos e petiscos para cães, que cresceu 5,7% ao ano no mesmo período.

Frescos e congelados ganham espaço às custas dos alimentos úmidos

Os ganhos de participação dos alimentos frescos e congelados ocorreram principalmente às custas dos alimentos úmidos de prateleira, segmento que, segundo o relatório, vem perdendo espaço de forma consistente.

Segundo o relatório, a categoria de alimentos e petiscos para cães é dividida em quatro segmentos:

  • Alimentos frescos e congelados, que representam cerca de 11% das vendas de alimentos e 8% das vendas totais da categoria, movimentando US$ 1,2 bilhão (R$ 6,16 bilhões);
  • Alimentos úmidos de prateleira (shelf-stable), responsáveis por aproximadamente 22% das vendas de alimentos e 15% da categoria, com faturamento de US$ 2,4 bilhões (R$ 12,31 bilhões);
  • Petiscos, que respondem por 31% das vendas da categoria, movimentando US$ 4,9 bilhões (R$ 25,14 bilhões) em 2025;
  • Alimentos secos de prateleira (ração seca ou kibble), que representam cerca de 67% das vendas de alimentos e 46% das vendas totais da categoria, alcançando US$ 7,1 bilhões (R$ 36,42 bilhões).

Fatores estruturais impulsionam o crescimento

A Cascadia atribui o avanço da categoria aos mesmos fatores que vêm impulsionando a premiumização em outros segmentos de produtos para pets, incluindo a humanização dos animais de estimação, a inovação promovida por um número crescente de marcas e a maior conscientização dos consumidores sobre os benefícios dos alimentos menos processados para a saúde.

O relatório também aponta a baixa penetração nos lares como uma importante oportunidade de crescimento. Em 2025, apenas 10% das famílias compraram alimentos frescos para cães, enquanto 61% adquiriram algum tipo de alimento para cães durante o mesmo período.

Preço premium não reduz demanda

Os alimentos frescos e congelados para cães podem custar mais que o dobro por quilo em comparação com a ração seca. Ainda assim, o preço mais elevado não reduziu a demanda, mesmo diante da pressão econômica que vem afetando os orçamentos familiares, aponta o relatório.

Cerca de 96% dos consumidores entrevistados afirmaram que pretendem manter ou aumentar seus gastos com alimentos frescos para pets no futuro próximo.

Segundo a Cascadia, essa resiliência é explicada, em parte, pelo perfil de maior renda dos consumidores desse segmento e pelo alto custo de substituição associado à mudança do alimento principal dos cães.

Investimentos continuam chegando ao segmento

O relatório destaca que investidores financeiros e estratégicos continuam apostando nas marcas de alimentos frescos e congelados para pets.

Entre os exemplos citados estão:

  • The Farmer's Dog, apoiada pelos fundos Insight Partners, Forerunner Ventures e outros investidores;
  • Open Farm, apoiada pela General Atlantic;
  • JustFoodForDogs, apoiada pela L Catterton;
  • Maev, apoiada pela VMG Partners.

O estudo também destaca a aquisição da Ollie pela Agrolimen, em fevereiro de 2026, a compra da NomNom pela Mars, realizada em 2022, e a trajetória da Freshpet, empresa listada em bolsa desde 2014.

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