
Mars apresenta cinco avanços científicos que estão transformando a nutrição canina, incluindo a importância da saúde intestinal, necessidades especiais de filhotes, fontes alternativas de proteína como insetos, e o papel da nutrição na saúde bucal dos cães.
- Saúde intestinal é fundamental para o bem-estar geral dos cães, com prebióticos, probióticos e pós-bióticos agora inclusos em alimentos para pets
- Cães não produzem vitamina D naturalmente como humanos, exigindo suplementação através da alimentação
- Filhotes precisam de até 3,5 vezes mais proteína e o dobro de gordura que cães adultos para desenvolvimento cerebral e visão adequados
- Proteína de insetos emerge como fonte sustentável e nutritiva de proteína para alimentos de pets
- Estima-se que 4 em cada 5 cães com mais de 3 anos têm alguma doença gengival, prevenível com nutrição e higiene proativa
Com mais de um bilhão de animais de estimação em todo o mundo, é inegável que os humanos são apaixonados por pets. Por isso, não é de se espantar que 37% considera seus animais a coisa mais importante em suas vidas, de acordo com uma nova pesquisa da Mars Pet Nutrition.
No entanto, de acordo com Elisabetta Pierangelo, vice-presidente global de pesquisa e desenvolvimento da Mars, os avanços na ciência nutricional estão mudando nossa compreensão sobre o que os cães comem e, consequentemente, a relação de companheirismo e cuidado entre humanos e seus animais de estimação.
Em entrevista à Petfood Industry, Pierangelo compartilhou cinco maneiras pelas quais os avanços na ciência nutricional estão mudando a compreensão sobre o que os cães comem.
1. A saúde intestinal é fundamental para o bem-estar geral do cão
A saúde intestinal tornou-se uma área de foco crescente na formulação de alimentos para cães, com pesquisas sobre o microbioma mostrando como os microrganismos no sistema digestivo afetam a saúde geral, disse Pierangelo.
"Prebióticos, probióticos e pós-bióticos agora são frequentemente incluídos em alimentos para animais de estimação e, embora funcionem de maneira diferente, todos compartilham um objetivo comum: moldar e apoiar o microbioma intestinal", disse Pierangelo. Para ela, esse progresso científico está remodelando os alimentos industrializados para pets, com maior ênfase no suporte proativo à saúde e ao bem-estar ao longo da vida.
2. Os cães não conseguem obter vitamina D a partir do sol
A vitamina D é importante para o crescimento e a mineralização dos ossos. "Nos humanos, a vitamina D é produzida principalmente na pele por meio da exposição à luz solar, mas os cães não conseguem produzir vitamina D naturalmente", explicou Pierangelo. "Há também 11 vitaminas e 12 minerais que são essenciais para os cães e devem ser fornecidos por meio de sua alimentação. Oferecer uma dieta completa e equilibrada garantirá que todos os requisitos nutricionais caninos sejam atendidos."
Segundo disse Martin Whiting, do Waltham Petcare Science Institute, em entrevista à Petfood Industry, a nutrição apoiada em pesquisas científicas é importante para a saúde dos animais de estimação. "Como veterinário, minha recomendação é sempre priorizar a nutrição baseada em evidências científicas", disse Whiting.
3. As necessidades especiais dos filhotes
Os filhotes precisam de até 3,5 vezes mais proteínas e o dobro de gordura do que os cães adultos, além de níveis específicos de ácidos graxos ômega-3 e ômega-6 para apoiar o desenvolvimento cerebral e da visão.
Segundo a pesquisa da Mars, 53% dos tutores de cães mudam a alimentação de seus filhotes para comida de adulto antes dos 12 meses, apesar da recomendação veterinária de realizar a transição apenas quando o filhote atingir o tamanho adulto esperado, o que pode levar até dois anos em cães de grande porte. "Se os filhotes não receberem alimentos que forneçam todos os nutrientes essenciais nas quantidades corretas, eles podem desenvolver deficiências nutricionais que podem levar a um crescimento inadequado, ossos fracos e outros problemas de saúde”, comentou Pierangelo.
4. Fontes alternativas de proteína
Fontes alternativas de proteína também estão sendo desenvolvidas para alimentos para pets a fim de lidar com a acessibilidade dos ingredientes e questões de sustentabilidade. "Antes considerada um ingrediente de nicho, a proteína de insetos, por exemplo, está ganhando força como uma fonte de proteína nutritiva e mais sustentável", disse Pierangelo.
Ela afirma que, apoiada por pesquisas científicas crescentes, a alimentação de pets à base de insetos fornece aos cães proteínas de alta qualidade, oferecendo uma pegada ecológica menor do que muitas fontes convencionais de proteína, “tornando-se uma área empolgante de inovação na nutrição moderna de pets.”
5. A ciência por trás de um sorriso saudável
A nutrição também está encontrando lugar de protagonismo para o cuidado com a saúde bucal canina. Estima-se que para cada cinco cães com mais de 3 anos de idade, quatro tenham alguma doença gengival, disse Pierangelo.
"Descobertas científicas mostraram que a doença gengival em animais de estimação se desenvolve gradualmente e pode ser prevenida com hábitos proativos de higiene dental", explicou ela. Mas, como o ato de escovar os dentes do cão pode ser um entrave para esse cuidado, suplementos e petiscos funcionais voltados para o controle da placa bacteriana estão ganhando espaço.
















