
Ingredientes de origem marinha dobraram sua participação nas formulações de alimentos para pets e hoje representam a categoria de maior valor agregado, segundo dados do relatório Produção de Pet Food e Análise de Ingredientes 2025, do Institute for Feed Education and Research (IFEEDER), organização de pesquisa baseada nos Estados Unidos.
O levantamento analisou mais de 600 ingredientes utilizados em alimentos para cães e gatos, os perfis nutricionais dos produtos e combinou com dados da NielsenIQ, líder global em inteligência do consumidor, sobre vendas em lojas físicas e online. O estudo identificou um aumento de 95% no uso de ingredientes de origem marinha desde o último relatório, publicado em 2020. No mesmo período, o valor desses insumos cresceu 262%.
Frango e seus derivados seguem como os mais utilizados em volume (24% do total), seguidos por grãos inteiros (20%), subprodutos de moagem (17%), carne bovina (14%) e produtos marinhos (5%). No ranking de valor, no entanto, os ingredientes marinhos lideram, seguidos por carne bovina, frango, subprodutos de moagem e grãos inteiros.
“Produtos marinhos, que antes representavam 500 mil toneladas dos ingredientes usados em pet food — em comparação a 2,2 milhões de toneladas de frango —, agora são, os de maior vaor de mercado, especialmente os derivados de salmão e bacalhau”, afirmou Lara Moody, diretora executiva do IFEEDER, durante sua apresentação no Petfood Forum 2025.
Entre 2020 e 2025, o volume total de ingredientes utilizados cresceu apenas 7%, mas o valor dos insumos disparou 91%. As vendas de rações por volume permaneceram estáveis, apresentando leve queda em alimentos para gatos e pequeno aumento em produtos para cães, enquanto o valor total dos produtos aumentou 70%.
“Essa tendência de adoção de ingredientes mais selecionados ou de maior valor agregado, como carnes, aves e produtos marinhos, influencia diretamente o preço e o valor final das rações”, explicou Moody.
Veja também: Petfood Forum Brasil na PET South America 2025
Mais do relatório da IFEEDER
O relatório também aponta que cerca de metade dos ingredientes utilizados na indústria pet são classificados como reciclados ou reaproveitados. Isso inclui subprodutos do processamento de animais, coprodutos do processamento de milho (como grãos de destilaria) e resíduos vegetais, como polpa de tomate e cascas de frutas vermelhas.
Do ponto de vista econômico, a indústria de alimentos para pets nos Estados Unidos movimenta US$ 13,2 bilhões em vendas de matérias-primas agrícolas para produzir 9,8 milhões de toneladas de ração, o que representa um valor de US$ 51 bilhões para a economia do país. O estudo também mapeou fábricas de rações em 43 estados norte-americanos, com destaque para Kansas, Iowa, Missouri, Pensilvânia e Califórnia na venda de insumos para o setor.
O estudo foi realizado em colaboração entre o IFEEDER, a American Feed Industry Association (AFIA), a North American Renderers Association (NARA), o Pet Food Institute e outras entidades do setor. O relatório completo e ferramentas interativas de dados estão disponíveis em ifeeder.org.


















