3 fatores influenciam preferências de compra de alimentos para animais de estimação

Pesquisa identifica que percepção comercial, qualidade do produto e recomendações de conhecidos como fatores decisivos

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Man with dog shopping for pet food in colorful supermarket aisle
Tim Wall | imagem gerada com ferramentas de IA

A percepção de tutores sobre a marca, a qualidade do produto e a confiança dos consumidores são influentes diretos nas decisões de compra dos tutores de animais de estimação. A constatação é de uma nova pesquisa publicada no periódico científico Journal of Economic, Social, and Managerial Systems.

O estudo examinou como a publicidade emocional, o marketing digital e os influenciadores das redes sociais podem afetar o comportamento do consumidor. Além do preço, os consumidores avaliam os alimentos para animais de estimação a partir de uma combinação de aspectos econômicos, características dos produtos e recomendações de terceiros. 

A pesquisa identificou três fatores que, em conjunto, explicaram 62,98% da variância nas preferências dos entrevistados. No entanto, o estudo, feito a partir de um questionário com 147 participantes, utilizou uma amostragem por conveniência, em vez de uma amostra aleatória representativa, o que limita a possibilidade de generalizar amplamente seus resultados.

O que interfere na preferência de compra de pet food?

O primeiro fator analisado, percepção comercial, respondeu por 25,65% da variância identificada na análise. Ele incluiu quatro aspectos: preço, reputação da marca, avaliações de consumidores e listas de ingredientes.

O preço apresentou a associação estatística mais forte dentro desse grupo, seguido pela reputação da marca, pelas avaliações dos consumidores e pelas informações sobre os ingredientes.

O segundo fator, atributos de qualidade do produto, respondeu por outros 20,27% da variância. Ele abrangeu valor nutricional, sabor e palatabilidade, além da garantia da qualidade do produto.

O valor nutricional apresentou a maior carga fatorial nessa categoria, seguido pela palatabilidade e pela garantia da qualidade.

A pesquisa interpretou esses resultados como evidência de que os consumidores consideram tanto a adequação nutricional dos alimentos quanto a percepção de segurança e aceitação dos produtos pelos animais.

Para os fabricantes, os resultados sugerem uma oportunidade de explicar como as formulações atendem às necessidades nutricionais e como os processos de produção contribuem para a consistência e a segurança dos produtos.

O terceiro fator, confiança em especialistas e no meio social, respondeu por 17,06% da variância. Essa categoria reuniu recomendações de médicos-veterinários, indicações de outras pessoas e a atratividade dos influenciadores das redes sociais.

As recomendações de médicos-veterinários apresentaram a maior carga fatorial nesse grupo, seguidas das recomendações de outras pessoas e recomendações de influenciadores digitais. O indicador descreve relações estatísticas identificadas na análise fatorial e não mede diretamente a influência relativa de cada fonte sobre as compras.

Marketing emocional levanta questões sobre a confiança do consumidor

Além de identificar as preferências de compra, a pesquisa examinou o papel dos apelos emocionais na publicidade de alimentos para animais de estimação. À medida que os consumidores passam a considerar cada vez mais os animais de companhia como membros da família, os profissionais de marketing podem recorrer a sentimentos de afeto, responsabilidade, culpa e medo.

O artigo descreve como as mensagens publicitárias podem sugerir que a compra de determinado produto demonstra o amor do tutor pelo animal ou protege o pet de possíveis riscos à saúde. Embora esses apelos possam estimular o engajamento, a pesquisadora levantou preocupações sobre alegações enganosas e manipulação emocional.

O estudo recomendou que os fabricantes evitem mensagens baseadas no medo e alegações exageradas, priorizando um marketing educativo que explique as necessidades nutricionais, a adequação dos produtos e as práticas responsáveis de alimentação.

Médicos-veterinários e influenciadores pet ocupam posições diferentes no marketing

A pesquisa também considerou como as redes sociais e o marketing digital introduziram novas fontes de informação nas decisões de compra de alimentos para animais de estimação.

Os pet influencers, ou influenciadores pet, são animais cujas contas nas redes sociais atraem públicos expressivos. Eles podem apresentar produtos por meio de conteúdos divertidos ou com os quais os seguidores se identificam. Suas recomendações podem parecer mais pessoais do que a publicidade convencional.

No entanto, o estudo destacou a importância da credibilidade e da transparência nas parcerias com influenciadores. A pesquisadora recomendou a divulgação adequada das relações comerciais, colaborações autênticas e a participação de especialistas qualificados para reduzir o risco de disseminação de informações incorretas.

Os médicos-veterinários continuam sendo particularmente relevantes nessa estratégia, pois suas recomendações oferecem uma fonte de conhecimento profissional diferente da popularidade nas redes sociais ou dos depoimentos de consumidores.

A estrutura de três fatores apresentada pelo estudo oferece aos fabricantes uma maneira de avaliar se suas estratégias de marketing contemplam o conjunto de aspectos que os consumidores associam à escolha de alimentos para animais de estimação.

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