
Um estudo de nove semanas constatou que a suplementação diária com cogumelos shiitake reduziu significativamente o colesterol total e o colesterol ruim, além de aumentar o colesterol bom em cães adultos e idosos. No entanto, o pequeno número de animais avaliados e a ausência de um grupo de controle limitam a força dessas conclusões.
- O pó de cogumelo shiitake da variedade Isulsongi reduziu o colesterol total em aproximadamente 15% tanto em cães adultos quanto em idosos ao longo de nove semanas.
- O colesterol associado à lipoproteína de baixa densidade (LDL) diminuiu significativamente, enquanto o associado à lipoproteína de alta densidade (HDL) aumentou nas duas faixas etárias.
- Os cães adultos apresentaram redução estatisticamente significativa dos triglicerídeos, mas a alteração observada nos cães idosos não foi estatisticamente significativa.
- Entre as limitações do estudo estão apenas 10 cães no total, todos da mesma raça (maltês), e a ausência de um grupo de controle para comparação.
- Os cães receberam diariamente 150 miligramas de pó de cogumelo liofilizado por quilo de peso corporal, misturados em água.
Cães que receberam uma suplementação diária com cogumelos Isulsongi, uma variedade de shiitake desenvolvida na Coreia do Sul, apresentaram alterações nos níveis de colesterol no sangue durante um estudo de nove semanas.
De acordo com os resultados publicados no Korean Journal of Agricultural Science, periódico coreano de ciências agrícolas, os níveis de colesterol total e de colesterol associado à lipoproteína de baixa densidade (LDL) diminuíram significativamente tanto em cães adultos quanto em cães idosos da raça maltês que receberam o pó de cogumelo. Já os níveis de colesterol associado à lipoproteína de alta densidade (HDL) aumentaram nos dois grupos. O experimento, porém, envolveu apenas 10 cães e não incluiu um grupo de controle que não recebesse a suplementação.
Eun-Gyeom Jung, do Kyungnam College of Information & Technology, e Soon Hwangbo, da Daegu University, conduziram o experimento utilizando o cogumelo Isulsongi (Lentinula edodes GNA01). Os pesquisadores investigaram se as respostas dos níveis de lipídios no sangue variavam entre cães mais jovens e mais velhos.
Cinco cães adultos tinham idade média de 42 meses, enquanto os cinco cães idosos apresentavam média de 106 meses. Todos tinham escores de condição corporal normais e não apresentavam sinais de obesidade ou doenças.
Cada animal recebeu diariamente 150 miligramas de pó de cogumelo liofilizado por quilo de peso corporal durante nove semanas. Os pesquisadores diluíram o pó em água e o administraram por via oral após a alimentação noturna. Os cães também receberam uma ração comercial extrusada.
Amostras de sangue foram coletadas antes do início da suplementação e após três, seis e nove semanas.
O colesterol total dos cães adultos caiu de 212,35 para 180,94 miligramas por decilitro. Nos cães idosos, a redução foi de 227,41 para 188,63 miligramas por decilitro.
O colesterol LDL diminuiu de 126,10 para 75,43 miligramas por decilitro nos cães adultos e de 124,80 para 72,24 miligramas por decilitro nos idosos. Enquanto isso, o colesterol HDL aumentou de 69,22 para 90,89 miligramas por decilitro nos adultos e de 82,89 para 98,11 miligramas por decilitro nos idosos.
As respostas dos triglicerídeos foram diferentes entre os grupos. Nos cães adultos, houve redução estatisticamente significativa, de 84,79 para 73,11 miligramas por decilitro. Nos cães idosos, os níveis caíram de 98,55 para 91,39 miligramas por decilitro, mas a alteração não foi estatisticamente significativa.
Os pesquisadores também relataram reduções em duas razões calculadas de colesterol, descritas no estudo como índice aterogênico e fator de risco cardíaco. No entanto, o experimento avaliou marcadores sanguíneos, e não desfechos clínicos relacionados a doenças cardiovasculares.
A ausência de um grupo de controle sem suplementação limita as conclusões sobre a possibilidade de os cogumelos terem causado as alterações observadas. As diferenças entre as faixas etárias também precisam ser investigadas mais profundamente antes que possam fundamentar o desenvolvimento de formulações específicas para cada idade.
“Este estudo, porém, apresentou limitações devido ao pequeno tamanho da amostra e à utilização de uma única raça, o que dificulta a generalização dos resultados”, escreveram os autores.


















