
Segundo uma pesquisa da Tractor Supply Co., 51% dos tutores de cães já compram alimentos premium, frescos ou orgânicos para seus pets, com diferenças geracionais e demográficas influenciando os hábitos de consumo e as preferências por ingredientes.
Os principais achados do levantamento incluem:
- Dois em cada cinco tutores de cães (40%) oferecem uma dieta mais especializada ou restritiva para seus animais do que para si mesmos.
- Tutores da Geração Z gastam 24% a mais por mês com alimentação para cães do que os baby boomers: US$ 107 (R$ 556,40) contra US$ 86 (R$ 447,50).
- Quase um quarto dos tutores de cães (24%) compra alimentos orgânicos para seus animais com mais frequência do que para si mesmos.
- Dos tutores, 22% acompanham a dieta, o peso ou a ingestão calórica dos cães com mais atenção do que fazem com eles mesmos.
- O tutor de cão gasta, em média, US$ 101 (R$ 525,58) por mês com alimentação, ou mais de US$ 1.200 (R$ 6244,50) por ano. Desse valor, US$ 86 (R$ 447,50) são destinados a opções premium, frescas ou orgânicas.
- Na escolha de alimentos premium para cães, reconhecimento da marca e recomendação de veterinários têm o mesmo peso: 30% dos entrevistados citaram cada um desses fatores como determinante.
Gastos com alimentação por geração e categoria
Os tutores da Geração Z são os que mais priorizam a alimentação do cão em relação à própria, com 41% afirmando fazê-lo. Ao todo, 51% dos tutores de cães já compram alimentos premium, frescos ou orgânicos para seus animais.
Os tutores afirmaram que estariam dispostos a pagar uma mediana de US$ 137 (R$ 713) por mês, US$ 36 (R$ 187) a mais do que gastam atualmente, caso tivessem certeza de que o alimento melhoraria de forma significativa a saúde do cão.
Os tutores da Geração Z são os que mais gastam atualmente com alimentação para cães, com US$ 107 (R$ 556) por mês. No entanto, afirmaram que pagariam até US$ 148 (R$ 770) mensais se tivessem certeza de que isso melhoraria a saúde do animal. A diferença, de US$ 41 (R$ 213), é a maior entre o gasto atual e o valor máximo que estariam dispostos a pagar entre todas as gerações.
Preferências dos tutores em relação às formulações
Tutores e veterinários têm percepções diferentes sobre o que caracteriza um alimento premium para cães, segundo a pesquisa.
Cerca de 40% dos tutores apontaram a ausência de aditivos artificiais como um dos principais fatores, contra 24% dos veterinários. Já 35% dos tutores disseram evitar ingredientes de enchimento, como milho, trigo e soja, em comparação com 12% dos veterinários.
Outros fatores considerados pelos tutores na escolha de alimentos premium para cães incluem ter uma fonte proteica identificada como primeiro ingrediente (29%), ingredientes de qualidade alimentar humana (human-grade) (29%) e uma lista de ingredientes limitada ou reduzida (25%).
Tanto tutores quanto veterinários classificaram ingredientes frescos congelados como o fator menos relevante para caracterizar um alimento premium, citado por 9% e 2%, respectivamente.
A certificação de produto orgânico ou status não-transgênico também teve baixa relevância para os dois grupos, com 15% entre os tutores e 2% entre os veterinários.
Tendência em relação ao número de ingredientes
A maioria dos consumidores afirmou que alimentos para cães com mais de seis ingredientes já não são considerados premium ou de alta qualidade, segundo a pesquisa.
Esse limite varia entre as gerações: tutores da Geração Z consideram aceitável ter até sete ingredientes; millennials, seis; e integrantes da Geração X e baby boomers, cinco.
Preferências de formulação por geração
- Tutores da Geração Z priorizam alimentos sem conservantes, corantes ou aromatizantes artificiais (45%).
- Tutores millennials preferem listas de ingredientes limitadas ou reduzidas (28%).
- Tutores da Geração X priorizam uma fonte proteica identificada como primeiro ingrediente (33%).
- Tutores baby boomers priorizam produtos fabricados nos Estados Unidos ou transparência sobre o país de origem (26%).
Outros resultados
Alimentos secos premium ou especializados são o tipo de alimentação mais popular entre os tutores de cães, com 27%, seguidos pela ração seca comercial convencional (24%) e pela combinação de diferentes tipos de alimentos (20%).
Já 7% dos tutores oferecem aos cães alimentos preparados em casa, enquanto outros 7% fornecem alimentos frescos ou refrigerados.
Os veterinários são a principal fonte de informação consultada pelos tutores ao tomar decisões sobre a saúde ou a nutrição dos cães, citados por 74% dos entrevistados. Em seguida aparecem avaliações online (47%), pesquisas científicas ou revisadas por pares (46%) e amigos e familiares (41%).
Treze por cento dos tutores consultam perfis de pets ou influenciadores nas redes sociais, percentual que sobe para 18% entre os tutores da Geração Z.

















