
O Relatório 2025 sobre Adoção de Animais em Abrigos da Hill’s Pet Nutrition revela um panorama desafiador: embora 63% dos norte-americanos prefiram adotar seus animais de estimação em abrigos, os custos veterinários e as preocupações financeiras têm atuado como impedimentos significativos. Essa situação resultou em uma queda no número de adoções em abrigos pelo quinto ano consecutivo.
Com esse cenário, os abrigos de animais enfrentam uma pressão crescente à medida que a superpopulação atinge níveis críticos. Em 2024, 103 mil animais resgatados foram adicionados à população total dos abrigos, apesar de uma redução de 11% na entrada de animais nas instituições desde 2019, segundo dados da Shelter Animals Count. O terceiro relatório anual da Hill's revela os principais obstáculos que impedem os interessados de concretizar a adoção.
A pesquisa, que entrevistou 2.500 tutores atuais e potenciais de diversos perfis socioeconômicos, revelou que as preocupações financeiras dominam as decisões de adoção. O cuidado veterinário é apontado como o maior custo associado à posse de pets em todas as faixas etárias, com 64% dos norte-americanos afirmando que os custos com a saúde dos pets impactam diretamente sua decisão de adotar. Além disso, 48% citam os custos gerais de manter um pet, como alimentação e acessórios, e 32% apontam as taxas iniciais de adoção como barreiras significativas.
"Lidar com a crise nos abrigos exige uma abordagem focada na comunidade. Estamos empenhados em colaborar com abrigos e veterinários de todo o país para desenvolver soluções inovadoras que melhorem os resultados para os animais abrigados. Nosso novo relatório oferece insights que nos permitem superar obstáculos e transformar o interesse em adoções concretas”, afirmou a Dra. Chelsie Estey, diretora veterinária da Hill’s Pet Nutrition nos Estados Unidos.
O estudo aponta ainda que as gerações mais jovens de norte-americanos demonstram maior preocupação com o acesso a cuidados veterinários. Especificamente, a preocupação com visitas preventivas, atendimento em casos de doença, emergências e suporte pós-adoção é 12% maior entre eles. Contudo, a Geração Z e os Millennials enfrentam obstáculos adicionais, como uma maior incidência de restrições à posse de animais de estimação em suas residências.
Apesar desses obstáculos, as gerações mais jovens desempenham um papel crucial na adoção de cães de grande porte: 34% da Geração Z e dos Millennials têm maior probabilidade de adotar cães grandes, em comparação com apenas 18% da Geração X e dos Baby Boomers. Atualmente, os cães de grande porte enfrentam os períodos mais longos de permanência nos abrigos, o que torna esse público especialmente importante no enfrentamento da superpopulação.
O relatório mostra também que a conscientização sobre os programas de lar temporário cresceu para 55%, uma alta em relação aos 52% registrados em 2024. Embora a participação efetiva permaneça baixa, com apenas 11% dos participantes do estudo propensos ao lar temporário, os principais fatores que motivam a decisão por famílias interessadas são o acesso a orientações de especialistas (74%), acolher pets acostumados com outros animais (72%), opções de curto prazo (71%) e compensação financeira (70%).
Além disso, o relatório destaca a eficácia do suporte pós-adoção: 95% dos tutores que receberam apoio ao considerar a devolução acabaram permanecendo com seus pets. Esse dado reforça a importância de recursos contínuos para evitar que animais retornem aos abrigos.
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“O Relatório 2025 sobre Adoção de Animais em Abrigos traz dados fundamentais para ajudar abrigos e organizações de resgate a identificar desafios, melhorar resultados e tomar decisões informadas para melhor apoiar os animais sob seus cuidados. A colaboração baseada nesse tipo de análise é essencial para lidar com as pressões contínuas enfrentadas pelo sistema de acolhimento”, afirmou Stephanie Filer, diretora executiva da Shelter Animals Count.
A Hill’s Pet Nutrition continua apoiando os animais em abrigos por meio do programa Food, Shelter & Love, que já forneceu mais de US$ 300 milhões (~ R$ 1,6 bilhão) em nutrição para mais de mil abrigos desde 2002.

















