
O Brasil supera a marca de 164,6 milhões de animais de estimação. O levantamento, divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), é referente à 2024 e indica um crescimento total de 2,36% na comparação com os 160 milhões registrados em 2023. A estimativa é divulgada em parceria com o Instituto Pet Brasil (IPB).
Crescimento de gatos no Brasil é o dobro da média mundial
Todas as espécies monitoradas pela pesquisa apresentaram crescimento: cães, aves canoras e ornamentais, gatos, peixes ornamentais, além de répteis e pequenos mamíferos. O grande destaque foram os felinos, que saíram de 30,8 milhões para 32,2 milhões. A alta, de 4,5%, representa praticamente o dobro da média mundial do crescimento da categoria. No mundo, os gatos somam 395 milhões e registraram o maior avanço percentual entre 2023 e 2024: 2,3%
Mais populosos no Brasil, os cães saltaram de 62,2 milhões para 63,7 milhões (alta de 2,37%). Em segundo lugar, as aves canoras e ornamentais subiram de 42,8 milhões para 43,2 (alta de 1%) e peixes ornamentais subiram de 21,8 milhões para 22,2 milhões (1,8%).
Répteis e pequenos mamíferos, apesar de estarem na “lanterna” em números absolutos, garantiram novamente o segundo lugar em crescimento: de 2,8 milhões para 2,9 milhões, alta de 2,7%.
“Os cães ainda lideram a população pet, mas o crescimento dos gatos é expressivo. Isso reforça a tendência de que a vida nos grandes centros urbanos, marcada por lares menores e rotinas mais dinâmicas, tem levado muitas pessoas a optarem por animais que exigem menos espaço e cuidados”, comenta Caio Villela, presidente-executivo do IPB.
Expansão dos pets contrasta com resultados de mercado
Apesar do avanço contínuo na população de animais de estimação no Brasil e no mundo, os resultados do mercado pet em 2024 revelam que o crescimento em número de pets não se traduz automaticamente em aumento proporcional de faturamento.
Segundo dados do Instituto Pet Brasil e da Abinpet, o setor movimentou R$ 75,4 bilhões no ano passado, abaixo das expectativas de R$ 77 bilhões. O crescimento foi de 9,6% em relação a 2023, o menor índice desde 2019 e o primeiro a não alcançar dois dígitos desde o início da pandemia.
Especialistas apontam que fatores econômicos como inflação, câmbio desfavorável e desaceleração do consumo impactaram diretamente o desempenho do setor. A alta do dólar, por exemplo, elevou os custos de insumos essenciais na produção de alimentos e outros itens para pets. Assim, mesmo com mais animais nos lares brasileiros, o ritmo do consumo sofreu pressões que limitaram o crescimento do mercado.
Conteúdo adaptado a partir de press release
















