
O mercado global de pet food com proteína de insetos deve crescer de US$ 205 milhões (R$ 1,02 bilhão) em 2024 para US$ 1,62 bilhão (R$ 8,06 bilhão) até 2033, com uma taxa composta anual de crescimento (CAGR) de 25,8%, segundo um novo relatório da Research Intelo.
A consultoria atribui esse crescimento principalmente à demanda por fontes de proteína sustentáveis e hipoalergênicas, à medida que tutores de pets consideram o impacto ambiental das proteínas animais convencionais e a crescente incidência de alergias e sensibilidades em animais.
A proteína de insetos está sendo incorporada em diversos formatos de produtos, incluindo ração seca, alimentos úmidos e petiscos, e vem sendo cada vez mais posicionada em torno de benefícios funcionais à saúde, como digestão, saúde da pele e suporte à imunidade. De acordo com o relatório, a mosca-soldado-negra (Hermetia illucens) emergiu como a espécie de inseto mais utilizada em formulações de pet food devido ao seu alto teor proteico e à eficiência na conversão de resíduos orgânicos em nutrientes.
Desafios da proteína de insetos
Apesar do crescimento projetado, o relatório destaca que o mercado enfrenta desafios, incluindo custos de produção elevados em comparação com fontes convencionais de proteína, como soja e carne, ceticismo dos consumidores e marcos regulatórios inconsistentes entre diferentes regiões. As operações de criação de insetos em larga escala ainda lidam, também, com desafios relacionados à consistência do fornecimento e à eficiência de custos.
As regiões da Ásia-Pacífico e da América do Norte devem ser regiões-chave de crescimento, impulsionadas pelo aumento da posse de pets e pela preferência por produtos sustentáveis.
O relatório afirma que o futuro do mercado de pet food com proteína de insetos é promissor, com forte crescimento esperado na próxima década à medida que a tecnologia avança e a produção ganha escala. Esse avanço também significa que os custos tendem a diminuir, tornando esses produtos mais acessíveis e populares.


















