
A indústria de pet food parece estar dividida em relação à adoção da inteligência artificial (IA), com muitas empresas ainda avaliando como essas tecnologias emergentes podem transformar suas operações.
O cenário é um apontamento de uma pesquisa recente conduzida pelo Petfood Industry que explorou como os profissionais do setor estão usando a IA em desenvolvimento de produtos, formulação, produção e marketing. O levantamento também identificou as principais barreiras que impedem uma implementação mais ampla. Os dados, coletados por meio de enquete entre 7 e 21 de agosto de 2025, contou com a participação de 139 profissionais da indústria de pet food.
Uso da IA engatinha na indústria de pet food
Os resultados da pesquisa revelam uma divisão quase igual na indústria quanto à implementação da IA. Enquanto 36% dos entrevistados já utilizam ativamente a tecnologia, com 16% aplicando-a em múltiplas operações e 21% focados em uma ou duas aplicações, uma parcela considerável ainda não a adotou. Entre estes, 26% não utilizam nenhuma ferramenta de IA atualmente, e outros 26% permanecem indecisos ou sem opinião sobre o assunto.
Além disso, 12% dos entrevistados indicaram estar avaliando ferramentas de IA, mas ainda não avançaram para a implementação. Isso sugere que os números de adoção podem aumentar nos próximos meses, à medida que essas empresas concluam seus processos de avaliação.
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Falta de expertise é principal barreira para IA no setor
Quando questionados sobre os maiores obstáculos à adoção da IA, os respondentes identificaram a falta de expertise como o principal desafio, com quase 25% citando conhecimento técnico ou equipe insuficiente como sua maior barreira. Essa lacuna de habilidades superou amplamente outras preocupações levantadas na pesquisa.
Em segundo lugar ficaram as respostas classificadas como “outras” (27%), indicando que muitas empresas enfrentam desafios não contemplados nas opções padrão do levantamento. Entre os obstáculos especificados, sistemas desatualizados e fluxos de trabalho legados representam dificuldades para 15% dos respondentes, enquanto 17% não identificam necessidades para o uso de IA e acreditam que seus processos atuais funcionam adequadamente sem esse aprimoramento tecnológico.
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Além desses, questões de qualidade de dados afetam quase 10% das empresas, impedindo-as de avançar com aplicações de IA, enquanto preocupações com custos e retorno sobre investimento pouco claro foram barreiras para apenas 7% dos entrevistados. Os resultados sugerem que as considerações financeiras podem ser menos significativas do que o esperado.
Marketing é prioridade para investimentos em IA
Apesar das taxas de adoção variadas, as empresas demonstram preferências claras sobre onde a IA gera mais valor. Aplicações de marketing e vendas dominam as prioridades de investimento futuro, com 35% dos entrevistados apontando segmentação de clientes e otimização de campanhas como as áreas que mais se beneficiariam da implementação da tecnologia.
Insights de mercado, incluindo tendências de consumo e análise competitiva, ficaram em segundo lugar, com 21%, seguidos por melhorias na eficiência da produção voltadas para otimização da manufatura e controle de qualidade (18%). Tanto aplicações em formulação de produtos, como otimização de receitas e alternativas de ingredientes, quanto processos de conformidade regulatória ficaram em último lugar, com apenas 13% cada.
A ênfase em marketing e vendas sugere que as empresas de pet food enxergam a IA principalmente como uma ferramenta para compreender e alcançar melhor os consumidores, mais do que para otimizar operações internas ou processos de desenvolvimento de produtos.


















