ChatGPT recomenda ou contraindica sua marca? Veja como a IA está impactando o marketing do pet food

Os agentes de IA podem, em breve, se tornar a principal fonte de informações e recomendações sobre sua marca e produtos; você está preparado?

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A inteligência artificial (IA) está revolucionando e transformando praticamente todas as áreas dos negócios e da vida. No setor de pet food, por exemplo, fabricantes já utilizam IA para otimizar a produção, coletar dados de processamento e treinar novos operadores nas fábricas. 

No campo da nutrição, ela tem ajudado empresas, especialmente aquelas com modelo direto ao consumidor, a coletar e analisar dados de clientes para refinar e personalizar dietas, além de desenvolver novos produtos.

No marketing de pet food, a IA também pode auxiliar na coleta e análise de dados de consumidores, no aprimoramento da segmentação de mensagens, no aumento do engajamento de tutores e no refinamento das estratégias de produto. No entanto, segundo especialistas, quando se trata de promover marcas e produtos a IA pode acabar sendo uma faca de dois gumes.

Bob Wheatley, fundador da Emergent, que se define como “a agência do estilo de vida saudável”, questionou: “o que ocorre quando agentes de IA (sistemas autônomos) se tornam a principal fonte confiável de informações e recomendações sobre marcas, produtos, alegações, tecnologias, formulações, origem de ingredientes e questões emergentes de saúde e bem-estar, eliminando a necessidade de o consumidor visitar o site da empresa no início de sua jornada de descoberta?".

Embora o questionamento trate da alimentação humana, a pergunta e a preocupação se aplicam perfeitamente ao setor pet.

“Pense, por um momento, nas implicações de um assessor digital superinformado oferecendo recomendações confiáveis aos consumidores com base em sua própria avaliação dos pontos fortes da sua marca e produtos em comparação com os concorrentes”, ele continua em seu relatório Emerging Trends. Isso pode acontecer, e talvez já esteja acontecendo, sem que sua marca tenha qualquer influência ou participação nesse processo.

IA: uma fonte confiável de informação?

A IA já ocupa mais espaço do que se imagina, e essa percepção ocorre principalmente porque a tecnologia costuma atuar nos bastidores. Muitas pessoas nem percebem que a plataforma, o programa ou o site que estão usando conta com IA integrada. Em tempos de incerteza e ansiedade, nos quais os consumidores anseiam por controle e segurança, a inteligência artificial pode parecer a solução.

“Em um mundo onde tudo parece ser tendencioso, voltado para interesses próprios e mentalmente cansativo de interpretar, é bem possível que esse canal, que transforma montanhas de dados agregados em recomendações apresentadas de forma conversacional, se torne um parceiro de confiança”, alerta Wheatley.

Felizmente, ele acrescenta, já existem ferramentas que ajudam marcas e empresas a monitorar e entender o que os agentes de IA pensam que sabem sobre elas. Para identificar as ferramentas apropriadas ou compreender o impacto dos agentes de IA em sua marca, Wheatley sugere questionar: qual a percepção da IA sobre sua marca, linha de produtos, empresa, formulações e declarações? Essa percepção é precisa e reflete sua marca da melhor forma possível?

Leia mais: Três perguntas para saber aplicar IA no setor pet

Otimize seu próprio marketing e comunicação

Mais importante ainda: para evitar que a IA defina e promova sua marca por conta própria — e para garantir que qualquer representação gerada por ela seja precisa e transmita a mensagem que você deseja — é essencial que o marketing e a comunicação da sua empresa estejam otimizados. 

Para isso, Wheatley recomenda considerar o que os modelos de linguagem de grande escala (LLMs, base da maioria das plataformas de IA) priorizam:

  • Linguagem: “LLMs preferem navegar por textos ricos e conversacionais, como posts de blog e newsletters”, diz. Prefira esse tipo de conteúdo a webinars ou imagens incorporadas.
     
  • Estrutura otimizada para agentes: LLMs conseguem sintetizar e resumir mais facilmente listas prioritárias, definições e guias.
     
  • Sites limpos e rastreáveis: “sites precisos e bem indexados são mais eficazes do que simples otimização por palavras-chave ou páginas antigas focadas em ranqueamento”, afirma Wheatley.
     
  • Autoridade de terceiros: isso inclui cobertura em publicações da imprensa, mídia e comentários de especialistas externos à sua empresa, o que “ajuda a confirmar, verificar e validar sua narrativa de marca e proposta de valor”.
     
  • Conversas reais com clientes fora do seu site: avaliações externas e fóruns geram menções autoritativas, backlinks e credibilidade.
     

Nota: A Petfood Industry e o Petfood Forum Brasil utilizam IA apenas para tarefas específicas e limitadas, como a criação de ilustrações (como a exibida acima) mas não para redigir artigos ou posts como este.

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