3 boas previsões para indústria global de pet food

Apesar da geoeconomia, a indústria de pet food continua fortalecida pela humanização dos pets e amparada pelos laços humano-animal que transcendem os ciclos econômicos.

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Previsões Mercado Pet Food

Um pouco de certeza cairia bem para muitos profissionais de pet food. A indústria ainda se recupera de anos de imprecisões com a pandemia e enfrenta dúvidas diante de tarifas comerciais, influenza aviária, inflação, guerras e outras surpresas desagradáveis. No entanto, existem tendências consolidadas nas quais o setor de pet food pode confiar.

Videntes parecem antecipar o futuro ao identificar eventos prováveis. As três previsões a seguir sobre a indústria global de alimentos para animais de estimação oferecem um grau de certeza em meio à turbulência… Embora, como um profeta de circo, eu não esteja revelando nada que você já não saiba.

1. A premiumização e a humanização dos pets vieram para ficar

A premiumização dos produtos pet e a humanização dos animais de estimação se alimentam mutuamente ao impulsionar a indústria global de pet food. 

Cada vez mais, tutores consideram seus pets como membros da família e, em consequência, esperam que a alimentação deles reflita os mesmos padrões de qualidade, segurança e origem dos alimentos humanos. Assim, a demanda por pet food premium aumenta. Da transparência de ingredientes e rótulos limpos à nutrição funcional e ao fornecimento ético, essa convergência continua influenciando as tendências de formulação em diferentes culturas ao redor do mundo.

Essa dupla tendência é visível em várias regiões geográficas e níveis econômicos, com crescimento em mercados emergentes, como a China e o Brasil, assim como em mercados de pet food mais maduros, como Estados Unidos e Europa. Essa dinâmica dificilmente mudará. As pessoas podem desumanizar umas às outras, mas é improvável que façam o mesmo com seus “filhos de quatro patas”.

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2. Cães e gatos dominarão o mercado

Apesar do crescente interesse em animais de companhia não tradicionais, o mercado global de pet food continua fortemente centrado em cães e gatos. 

Essas duas espécies representam a maior parte da posse de animais de estimação no mundo e, consequentemente, a maior parte das vendas de pet food. No Brasil, cães e gatos somam 95,9 milhões de animais, 58,2% da população total de pets. 

Esse foco reflete não apenas padrões de tutoria, mas também atenção regulatória, pesquisas científicas e disponibilidade de produtos. A inovação em produtos continua mais ativa em alimentos para cães e gatos, desde fórmulas específicas por raça até nutrição por fase da vida e dietas sob prescrição. 

No futuro previsível, cães e gatos continuarão sendo as principais espécies que impulsionam o crescimento global do setor. No entanto, a dinâmica convencional de os cães serem os “top dogs” pode estar mudando: os gatos vêm ganhando mais popularidade em relação aos cães, inclusive nos Brasil.

3. Resiliência histórica

Embora a premiumização seja uma força dominante, pode haver um limite para o quanto os preços conseguem subir. No Brasil, por exemplo, a projeção para volume de vendas em 2025 permaneceu estável com relação à de 2024, com apenas os aumentos de preços sustentando o crescimento. 

Existe a possibilidade de um “ápice da premiumização”, um limite em que o valor das vendas deixará de crescer. Em mercados pressionados pela inflação e pelo custo de vida, a elasticidade pode acabar cedendo.

No entanto, mesmo em períodos de recessão econômica, a categoria de pet food tem se mostrado historicamente resiliente. Tutores podem migrar dentro dos níveis premium ou trocar de marca, mas poucos deixam de comprar totalmente. Afinal, os pets precisam se alimentar de uma forma ou de outra. O vínculo entre pessoas e animais reforça esse comportamento. Em geral, os tutores continuam priorizando a alimentação de seus pets, mesmo quando reduzem gastos consigo mesmos.

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Consideradas em conjunto, essas três previsões sugerem uma indústria de pet food paradoxalmente dinâmica e estável. Produtores e fornecedores de pet food se adaptam aos eventos mundiais, mas é a evolução das atitudes humanas em relação aos pets que, em última análise, impulsiona o setor.

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