10 maneiras que a IA transforma as operações do varejo pet

A inteligência artificial se torna cada vez mais presente na otimização de fluxos no varejo, permitindo maior atenção para processos estratégicos de relacionamento com o cliente

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Ia Mercado Pet Varejo
ReaxionLab | Pixabay.com

No mais recente episódio do podcast Trending: Pet Food, Lorenzo Trujillo, líder do time de produto da eTailPet, conversou com a apresentadora Lindsay Beaton, editora da Petfood Industry, sobre como a inteligência artificial (IA) está transformando as operações do varejo pet independente.

Trujillo compartilhou insights sobre aplicações atuais da IA e possibilidades futuras capazes de nivelar o campo de jogo para varejistas de pequeno e médio porte. 

A conversa explorou como a IA já está integrada aos sistemas de varejo em diversas áreas da operação, incluindo para gestão de estoque, geração de pedidos de compra e comunicação com clientes. Também é possível observar que os varejistas estão solicitando proativamente ferramentas de IA, em vez de precisarem ser educados sobre a tecnologia. 

Trujillo destacou também que o maior potencial dela está em liberar os empresários de tarefas administrativas que consomem tempo, permitindo maior foco no relacionamento com clientes e no engajamento com a comunidade.

Confira os 10 principais destaques do uso da inteligência artificial no segmento pet:

1. A IA já é comum nas operações de varejo pet.

Atualmente, a IA é amplamente usada em empresas pet para relatórios, pedidos, geração de códigos de desconto com base na concorrência e gestão de estoque. “A IA é algo realmente incrível porque pode ser utilizada em praticamente todos os aspectos da sua plataforma, independentemente do software do qual estamos falando”, afirmou Trujillo. 

2. Pedidos de compra em segundos, não em horas.

A IA consegue analisar dados de vendas e criar pedidos de compra complexos com parâmetros específicos em poucos instantes. Trujillo explicou que já existem varejistas usando a tecnologia para solicitar pedidos “para os próximos seis meses com base nas minhas vendas, mas excluindo itens sazonais, porque não quero estocá-los até a chegada do período festivo”, exemplificou. 

“A IA consegue analisar o seu banco de dados e dizer: aqui está um pedido para os próximos seis meses, caso você queira abastecer sua loja, e aqui está o motivo”, completa. 

3. Varejistas buscam integração com a IA ativamente 

Diferentemente de adoções tecnológicas anteriores, que exigiam extensos processos de educação e pesquisa de mercado, os varejistas procuram fornecedores de software já familiarizados com as capacidades da IA. “Definitivamente, várias pessoas já entraram em contato pedindo integrações com determinadas plataformas de IA porque elas fazem X, Y e Z”, disse Trujillo, afirmando que o conhecimento dos potenciais da IA já são mais abrangentes. 

4. Adoção da IA supera revolução da computação em nuvem

A taxa atual de adoção da IA supera mudanças tecnológicas anteriores no varejo. “A última vez que vimos algo comparável foi quando as empresas migraram de sistemas locais ou on-premises para sistemas em nuvem. E eu acho que isso é ainda maior”, afirmou Trujillo. 

Para ele, nunca houve tanta procura por uma transformação tecnológica sem qualquer esforço de convencimento quanto a por IA.

5. Gestão de estoque continua sendo o maior desafio

Independentemente do porte do negócio, os varejistas passam a maior parte do tempo gerenciando estoques, incluindo edição de produtos, criação de pedidos de compra, recebimento de mercadorias e análise de relatórios. “A maioria dos nossos varejistas, olhando apenas para nossos dados analíticos, fora a tela do caixa, passa a maior parte do tempo gerenciando estoque. Por isso é uma das áreas em que mais buscam inovação”, observou Trujillo.

6. Inteligência competitiva para preços e promoções

Ferramentas de IA podem analisar os preços da concorrência e recomendar estratégias de desconto com base nas condições de mercado. Trujillo explicou que a IA “consegue olhar os preços dos concorrentes e dizer: você deveria rodar um desconto com base no preço médio desse produto nessa região. Ele não vende bem, mas com desconto, vende.”

7.  IA libera tempo para o relacionamento com a comunidade

Ao assumir tarefas administrativas demoradas, a IA permite que os varejistas passem mais tempo no salão de vendas, interagindo com clientes e participando de atividades comunitárias. “Queremos que eles estejam no chão da loja, interagindo com seus clientes. Queremos que o sistema seja tão eficiente que, sempre que você precisar fazer algo, isso leve apenas alguns segundos”, disse Trujillo.

8. O engajamento comunitário impulsiona o sucesso do varejo independente

Os varejistas independentes mais bem-sucedidos estão profundamente conectados às suas comunidades, por meio de parcerias com ONGs de resgate animal, feiras de produtores e eventos locais. “A maioria dos nossos usuários mais fortes, que movimentam volumes significativos, são donos de lojas únicas que têm um desempenho excepcional. Quando você analisa o que os torna tão únicos e o que faz o negócio funcionar, é o fato de estarem extremamente conectados aos seus clientes”, afirmou Trujillo.

9. A IA ajuda a nivelar a concorrência com grandes redes

Pequenos varejistas não contam com equipes dedicadas de análise de dados como as grandes redes, mas a IA pode oferecer insights e recomendações semelhantes. “As grandes redes têm equipes inteiras dedicadas a construir análises e traduzir ações práticas para o negócio. Nossos varejistas de pequeno e médio porte, muitas vezes, não têm isso”, disse Trujillo. Ferramentas como essas podem levá-los a um novo patamar e permitir maior concorrência.

10. A IA se tornará essencial nos próximos 10 anos

Trujillo prevê que a IA será um requisito básico nos softwares de varejo dentro da próxima década. “Nos próximos 10 ou 15 anos, eu diria que a tecnologia de IA dentro de muitas plataformas de software será algo obrigatório ou esperado”, afirmou. Ele acrescentou que os varejistas que não adotarem a IA desde cedo correm o risco de ficar para trás, à medida que a tecnologia se torna essencial para manter a competitividade.

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