Ferramentas automatizadas avaliam riscos e evitam erros na formulação de pet food

Novas tecnologias ajudam nutricionistas a identificar erros na formulação pré-produção, gerenciar a variabilidade dos ingredientes e enfrentar desafios da cadeia de suprimentos.

2 Lisa Selfie December 2020 Headshot
Nutricionistas podem implementar programas de controle de qualidade dentro de softwares de formulação para garantir consistência no produto e minimizar erros na formulação.
Nutricionistas podem implementar programas de controle de qualidade dentro de softwares de formulação para garantir consistência no produto e minimizar erros na formulação.
StockSnap | Pixabay.com

Fabricantes de pet food estão recorrendo cada vez mais a sistemas automatizados de controle de qualidade para lidar com a crescente complexidade da gestão de formulações. 

As soluções são especialmente úteis diante da variabilidade dos ingredientes e das interrupções na cadeia de suprimentos, segundo Ian Mealey, diretor de marketing de produtos para formulações na Format Solutions, empresa especializada softwares para otimização de receitas, alocação de ingredientes, eficiência operacional e soluções de formulação de alimentos para humanos e animais.

Leia também: Três perguntas para saber aplicar IA no setor pet

“Alterar é necessário, mas traz risco de erros e interrupções na produção. A tecnologia pode ser usada para formalizar verificações de novas receitas, identificando rapidamente aquelas com erros e impedindo que cheguem à produção”, afirma Mealey, que fará uma apresentação sobre como essas novas tecnologias se concentram na validação e aprovação de receitas antes que elas cheguem ao chão de produção durante o Petfood Forum Asia. O evento, uma versão para o mercado asiático do consolidado Petfood Forum, será realizado em conjunto com a Pet Fair South East Asia, em 29 de outubro, em Bangkok, na Tailândia.

Os sistemas automatizados são projetados para transformar o conhecimento especializado em processos de validação baseados em regras. Essa abordagem trata diretamente desafios comuns do setor, nos quais questões de qualidade, custo e disponibilidade dos ingredientes podem exigir modificações nas receitas que comprometam metas nutricionais ou a eficiência da produção.

Segundo Mealey, a abordagem tradicional para validação de receitas costuma envolver múltiplos stakeholders trazendo perspectivas individuais, o que pode tornar o processo demorado e inconsistente. “Aplicar tecnologia para formalizar esse conhecimento, consolidar regras e regulamentações relevantes e integrá-las em um processo automatizado de validação aumenta a eficiência e a confiabilidade, identificando erros a serem corrigidos antes que cheguem à produção”, observou.

O investimento nesses programas de controle de qualidade representa uma estratégia de garantia de qualidade de longo prazo, não uma proposta de retorno rápido. No entanto, Mealey enfatiza que evitar mesmo um único erro de formulação (e o recall associado do produto) pode justificar o investimento, protegendo a reputação da marca.

Você pode se interessar: IA na indústria de alimentos: presos na idade da pedra?

Para ele, o retorno pode ser visto a longo prazo em garantia de qualidade. “Evitar um erro e a reclamação associada significa evitar danos à reputação. Além disso, verificar receitas manualmente para garantir qualidade é um processo demorado, sujeito a falha humana. Ferramentas e processos automatizados garantem eficiência e confiabilidade.”

À medida que a indústria de pet food continua priorizando consistência e segurança dos produtos, essas ferramentas de gestão de risco na formulação tornam-se componentes essenciais de estratégias abrangentes de garantia de qualidade, ajudando os fabricantes a produzir produtos confiáveis de forma econômica e minimizando interrupções na produção.

Página 1 de 2
Próxima Página