Ter forte relação com fornecedores aumenta a segurança e a eficiência no pet food

Desenvolver parcerias profundas com os vendedores pode impulsionar desempenho operacional

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Relação Com Fornecedores Pode Evitar Dor De Cabeça Na Produção De Pet Food

A incerteza parece ser a única certeza nas cadeias de suprimentos da indústria de pet food. No entanto, relações sólidas com produtores de ingredientes, embalagens e equipamentos podem formar uma barreira contra a imprevisibilidade, ao mesmo tempo em que tornam as operações mais eficientes.

Durante o Petfood Essentials, realizado antes do Petfood Forum 2026, nos Estados Unidos, executivos da Pet Food Solutions (PFS) discutiram como reposicionar fornecedores como parceiros estratégicos pode melhorar desde o tempo de inatividade e os níveis de estoque até a segurança dos alimentos e a inovação de produtos.

“Parcerias fortes ao longo da cadeia de suprimentos reduzem riscos, diminuem custos e melhoram a confiabilidade”, afirmou Kyle Wiley, gerente de supply chain (cadeia de suprimentos) da PFS. “Quando fornecedores, transportadoras e clientes trabalham juntos, todos se beneficiam.”

Preço versus custo dos fornecedores de pet food

A distinção entre preço e custo total é central nas relações com fornecedores, afirmou Jodi McCarthy, presidente da PFS. Embora equipes de compras possam priorizar o preço unitário, ela destacou que tempos de inatividade e ineficiências posteriores podem superar as economias iniciais.

“Existe um preço e existe um custo. Por exemplo, se você vai comprar o produto de menor preço, pode acabar tendo muitos outros custos que não esperava”, disse McCarthy. Em outras palavras: recebe-se aquilo pelo qual se paga.

McCarthy citou um exemplo envolvendo um componente de bico no valor de US$ 50 que resultou em milhares de dólares em tempo de inatividade e perdas significativas de vendas devido à paralisação da produção.

Redução do tempo de inatividade pela colaboração

O tempo de inatividade continua sendo um dos riscos operacionais mais significativos. A integração com fornecedores pode desempenhar papel crítico na mitigação desse risco, afirmou Wiley, especialmente por meio de gestão proativa de estoque e comunicação.

“As plantas não conseguem produzir sem matérias-primas. Uma das estratégias mais eficazes que implementamos é a gestão feita pelo fornecedor. Monitoramos diariamente os níveis dos tanques e enviamos material de forma proativa conforme necessário”, contou. 

Essa abordagem, frequentemente descrita como estoque gerenciado pelo fornecedor, permite que parceiros atuem como uma extensão das operações da fábrica. Monitoramento contínuo e visibilidade compartilhada ajudam a evitar falta de estoque sem gerar excesso de inventário.

Quando ocorrem interrupções, parcerias consolidadas podem acelerar a resolução de problemas. Em um caso, um cliente que enfrentava falhas em equipamentos devido ao acúmulo de resíduos conseguiu rapidamente substituir um ingrediente por meio da colaboração com o fornecedor, restaurando as operações em uma semana.

Disciplina de estoque e controle de perdas

Além da disponibilidade operacional, as parcerias com fornecedores também influenciam a estratégia de estoque. Embora níveis mais altos de inventário possam parecer uma forma de reduzir riscos, eles podem introduzir novos custos, incluindo perdas por vencimento e capital imobilizado.

“Estoque excessivo imobiliza capital que poderia ser usado para pesquisa e desenvolvimento, contratação e ideias de crescimento do negócio”, afirmou Wiley.

Para enfrentar isso, empresas vêm implementando práticas conjuntas, como revisões semanais de perdas e redistribuição coordenada de materiais em risco entre unidades. Esses ajustes incrementais podem gerar economias significativas ao longo do tempo.

“Quando o material vence, você paga por ele duas vezes”, acrescentou Wiley. “Ao transportá-lo para dentro e ao transportá-lo para fora.”

Mudanças graduais como estratégia

Embora iniciativas de transformação em larga escala frequentemente dominem as discussões da indústria, Craig Grantham, diretor de Business Development da PFS, destacou que melhorias incrementais podem ser mais eficazes e sustentáveis. Fazer muitas mudanças ao mesmo tempo dificulta identificar quais realmente geraram resultados.

“O que sugerimos é que as mudanças sejam feitas de forma incremental e, então, os resultados sejam observados”, disse Grantham.

Essa abordagem permite que as empresas isolem variáveis, meçam resultados e ampliem mudanças bem-sucedidas. Também reduz o risco de consequências indesejadas decorrentes de alterações operacionais abrangentes.

Como exemplo, o especialista menciona ajustes simples de processo. Grantham contou o caso de um cliente que alcançou uma economia de milhares de dólares simplesmente inclinando caminhões-tanque durante o descarregamento para recuperar produto residual, reduzindo desperdícios e custos de limpeza.

Responsabilidade compartilhada para melhorar a segurança dos alimentos

Os palestrantes discutiram a importância da responsabilidade compartilhada, especialmente na segurança dos alimentos, apoiada por dados e métricas. Scorecards de fornecedores, indicadores-chave de desempenho e auditorias conjuntas podem ajudar a alinhar expectativas e impulsionar a melhoria contínua. 

“Se você não dedica tempo a isso, tudo acaba sendo apenas uma sensação. Quando você chega com dados, eles não conseguem argumentar contra isso”, afirmou McCarthy.

Práticas como questionários para fornecedores, inspeções conjuntas e procedimentos padronizados ajudam a garantir consistência e reduzir riscos. “A segurança dos alimentos é responsabilidade de todos”, disse Wiley.

Além da segurança alimentar, desenvolver relações mais fortes com fornecedores protege empresas de pet food contra incertezas e torna as operações mais eficientes. “No fim das contas, sempre haverá ganhos e perdas em qualquer negócio e, claro, o objetivo é ter mais ganhos do que perdas”, concluiu Grantham.

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