
O impacto de animais de estimação na mortalidade de idosos será tema de uma investigação financiada pelo Human Animal Bond Research Institute (HABRI). A pesquisa será realizada pela Universidade de Guelph, no Canadá, utilizando dados de saúde sobre envelhecimento saudável e de mortalidade no Canadá a partir de bancos de dados nacionais (Canadian Community Health Survey - Healthy Aging e Canadian Vital Statistics Death Database).
O objetivo é diferenciar os efeitos diretos e indiretos da posse de pets sobre a mortalidade geral e por causas específicas. O estudo examinará fatores psicossociais e comportamentais, incluindo companhia, isolamento, solidão, atividade física e índice de massa corporal. As constatações encontradas pela pesquisa poderão ser utilizadas na prática clínica para demonstrar como a posse de pets pode melhorar o envelhecimento saudável.
"Esta é a primeira análise de trajetória ou mediação sobre posse de animais de estimação, incluindo variáveis psicossociais, comportamentos de saúde e múltiplos desfechos de mortalidade entre idosos", afirmou Lauren Grant, professora assistente de saúde ambiental e pública no Departamento de Medicina Populacional da Faculdade Veterinária de Ontário, que liderará o estudo.
Steven Feldman, presidente da HABRI, afirmou que o instituto apoia o estudo para expandir as evidências existentes que conectam animais de estimação a melhores desfechos de saúde em populações envelhecidas.
"A ciência, hoje, já associa a posse de pets ao envelhecimento saudável, maior longevidade e redução da solidão. Apoiar este estudo é importante para explorar essas conexões de forma mais aprofundada, ampliando nossa compreensão dos benefícios profundos do vínculo entre humanos e animais”, disse Feldman.

















