
A Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) e o Instituto Pet Brasil (IPB) revisaram a projeção de crescimento para o setor pet brasileiro. A partir de dados do primeiro semestre, as entidades projetam um faturamento de R$ 77,2 bilhões e um aumento de 2,42% com relação à 2024.
A nova projeção é uma revisão para baixo desde as estimativas baseadas no 1º trimestre que apontava crescimento de 3,5% e faturamento de R$ 78 milhões.
As entidades avaliam que a inflação, o câmbio do dólar e a desaceleração geral do consumo são influências negativas. No caso do câmbio, o valor do dólar influencia no preço de ingredientes básicos de produtos como o pet food. “O setor pet segue sólido, mas os resultados projetados para 2025 refletem os desafios econômicos e o peso da alta tributação sobre os produtos e serviços do setor”, comenta Caio Villela, presidente do Instituto Pet Brasil.
Ainda assim, as entidades do setor já haviam alertado para um cenário de estagnação. Em 2024, o crescimento ficou em 9,6% em relação ao ano anterior, ficando abaixo dos dois dígitos pela primeira vez desde 2019, antes do impacto da pandemia de covid-19.
Para Vilela, este crescimento mais tímido é uma preocupação. “O consumidor está mais criterioso, o que reforça a necessidade de estratégias eficientes para manter a competitividade”, declara.
Além disso, as entidades reforçam a importância de um ambiente tributário mais equilibrado para garantir o avanço sustentável da indústria pet. A demanda refere-se a um estudo econômico realizado pela Abinpet e o IPB que aponta que a isenção de 60% poderia alavancar a produção industrial de pet food para até 9 milhões de toneladas anuais em potencial
Abinpet/IPB
Projeções do mercado de pet food no Brasil
Com relação à venda de alimentos industrializados para animais de estimação, as entidades projetam encerrar 2025 com R$ 40,82 bilhões. O montante representaria 52,9% do total do setor, uma leve queda na comparação com a participação de 54,1% do segmento em 2024. No entanto, o pet food continua como o maior faturamento do setor.
A projeção de faturamento com pet food fica no mesmo patamar do alcançado em 2024 (R$ 40,8 bilhões). As entidades apontam aumento de preços combinado à expectativas de queda na produção como principal influência.
As estimativas de queda na produção também foram revistas, passando de -3,4% para -3,9% em 2025.
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A venda de animais por criadores deve representar o segundo maior segmento do mercado, com uma fatia de 11% do faturamento, reunindo R$ 8,5 bilhões. Produtos veterinários (pet vet) e serviços veterinários vem em sequência, faturando R$ 8,2 bilhões (10,6%) e R$ 8,1 bilhões (10,6%), respectivamente.
Pequenos pet shops são principais canais de venda
A Abinpet e o IPB também analisam também a participação dos canais de venda no mercado pet brasileiro. De acordo com os dados do primeiro semestre, pet shops pequenos e médios devem permanecer como quase metade de todo o movimento do varejo, com R$ 37,12 bilhões.
Abinpet/IPB
Em segundo lugar estão as clínicas e hospitais veterinários, que representam cerca de 17,5% do faturamento (R$ 13,5 bilhões). Completando o pódio, as cadeias de megastores pet tem uma fatia de 9,6%, faturando R$ 7,4 bilhões.
Dentro do segmento de e-commerce, o varejo especializado mantém a frente e segue sendo o que mais vende. Os pet shops virtuais devem representar 37,3% do faturamento, com R$ 2,29 bilhões, seguido pelas lojas virtuais das megastores, com R$ 1,98 bilhão (32,2%) e pelas lojas virtuais de pequenos e médios pet shops, com R$ 1,23 bilhão (21,0%).
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