Enquete: indústria de pet food projeta crescimento moderado em 2026

Profissionais do setor demonstram otimismo cauteloso, com maioria esperando crescimento de um dígito e planejando investimentos em inovação

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Indústria Pet 2026 Otimismo
Juliana Stern | Imagem gerada com ferramentas de IA

Com o início de 2026, profissionais da indústria de pet food adotam uma visão equilibrada, porém otimista. A análise surge a partir de resultados de uma enquete realizada pela Petfood Industry entre os dias 5 e 16 de janeiro de 2026. Os dados foram coletados de profissionais da indústria de pet food dos Estados Unidos, maior mercado pet global, por meio da plataforma de enquetes oficial do site. 

De forma geral, os dados indicam um setor que se prepara para um crescimento estável, ainda que pouco expressivo, e com empresas apostando fortemente em inovação e marketing enquanto lidam com a incerteza do consumidor e desafios operacionais.

Perspectivas do setor para 2026

Quando questionados sobre o desempenho geral da indústria, os respondentes demonstraram cautela. Um terço (33%) previu crescimento modesto, acompanhado de alguma consolidação de mercado, enquanto 28% esperam um desempenho estável, semelhante ao de 2025. 

Apenas 17% antecipam um crescimento forte na maioria dos segmentos, enquanto 22% projetam leve retração ou desaceleração significativa.

O que isso significa: os profissionais do setor acreditam que 2026 será um ano de desempenho moderado e possível consolidação. Apenas um em cada seis espera crescimento robusto, enquanto quase um quarto já se prepara para um cenário de retração.

Projeções de receita para 2026

As expectativas de faturamento mostram um cenário dividido. Um terço dos respondentes (33%) espera crescimento entre 1% e 5% em seus negócios em 2026. Outros 22% projetam crescimento mais forte, entre 6% e 10%. 

Já 13% estimam expansão ainda mais expressiva, de 11% a 15%. Outros 13% dos respondentes preveem crescimento de 16% ou mais. Ainda assim, a incerteza permanece: 10% projetam faturamento estável e outros 10% antecipam queda.

O que isso significa: embora quase 70% dos profissionais de pet food esperem crescimento em 2026, a concentração na faixa mais modesta, de 1% a 5%, indica um otimismo cauteloso, influenciado por incertezas econômicas e desafios de mercado.

Planos de investimento

As prioridades de investimento para 2026 se dividiram de forma clara entre duas frentes; A primeira, inovação e desenvolvimento de novos produtos lideraram com 39% das respostas, empatando com marketing e fortalecimento de marca, também com 39%. 

Em seguida, atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D) somaram 9%, enquanto modernização de instalações, contratação de pessoal e melhorias na cadeia de suprimentos receberam cerca de 4% cada.

O que isso significa: as empresas de pet food acreditam que, em 2026, o sucesso virá de iniciativas voltadas diretamente ao consumidor (inovação e marketing) em detrimento de investimentos em infraestrutura operacional, sinalizando uma estratégia focada em diferenciação e ganho de participação de mercado em um ambiente competitivo.

Tendências para 2026

Ingredientes funcionais voltados a benefícios específicos de saúde surgem como a principal tendência, com metade dos respondentes (50%) apontando esse fator como o de maior impacto em 2026. Alimentos frescos, crus ou minimamente processados e soluções de dietas personalizadas apareceram empatados, com 22% das respostas cada. Transparência e rastreabilidade de ingredientes ficaram com 6%. Chamou a atenção o fato de sustentabilidade e fontes alternativas de proteína não receberem nenhum voto.

O que isso significa: o forte foco da indústria em ingredientes funcionais, em detrimento da sustentabilidade, sugere que os profissionais de pet food enxergam as alegações de saúde e bem-estar como o principal motor de decisão do consumidor em 2026, deixando as preocupações ambientais em segundo plano frente à nutrição orientada por desempenho.

Maiores desafios em 2026

Há uma divisão maior quando o tema é o principal desafio para a indústria. Mudanças nas preferências e na demanda dos consumidores lideraram as preocupações, com 39% das respostas. Tarifas e políticas globais de comércio, custos e disponibilidade de matérias-primas, e desafios relacionados à força de trabalho empataram com 17% cada. Mudanças regulatórias e adoção de inteligência artificial ficaram em torno de 6%.

O que isso significa: os profissionais do setor veem o comportamento imprevisível do consumidor como o maior desafio em 2026, superando preocupações operacionais como tarifas e custos. Isso reflete a ansiedade em manter relevância em um mercado no qual as preferências dos compradores mudam mais rapidamente do que os desafios tradicionais do lado da oferta.

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