Setor pet brasileiro projeta alta de 3,36% e mantém faturamento inferior a R$ 78 bilhões em 2025

Em 2025, produção de pet food deve voltar ao mesmo patamar de 2023, com leve alta e superando 4 milhões de toneladas.

resultados terceiro trimestre 2025 setor pet brasileiro
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A Abempet (Associação Brasileira das Empresas do Setor de Animais de Estimação) revisou as projeções de crescimento para o setor em 2025 diante dos resultados do terceiro semestre. Após estimar alta de apenas 2,4%, a entidade agora projeta crescimento de 3,36% em 2025 na comparação com 2024. O valor é o mais baixo para o setor desde 2019. 

As projeções indicam um cenário de queda, reflexo do cenário econômico e tributário enfrentado no país. No último ano, o faturamento total foi de R$ 75,4 bilhões, abaixo das projeções feitas anteriormente, que apontavam um valor superior aos R$ 77 bilhões naquele período. Para 2025, a entidade prevê um faturamento de R$ 77,89 bilhões até o final de dezembro. 

Ainda assim, a entidade considera que o setor pet do país segue sólido. “Os resultados projetados para 2025 refletem os desafios econômicos e o peso da alta tributação sobre os produtos e serviços do setor, mas há resiliência”, comenta Caio Villela, CEO da Abempet.

O executivo também aponta a inflação, a desaceleração do consumo e o impacto do dólar no preço de ingredientes básicos de pet food como influências negativas. Brazilian revenue growth chart showing annual percentage increases from 2013 to 2025Abempet

Pet food estabiliza como vetor de crescimento do setor

A venda de alimentos industrializados para animais de estimação tem previsão de encerrar 2025 com R$ 41,4 bilhões. A projeção representa 53,1% do total do setor, mantendo a categoria como a mais relevante para o faturamento total. No entanto, a estimativa representaria uma alta de 1,5% com relação ao ano anterior, indicando estabilidade. 

Em seguida, a venda de animais por criadores deve representar R$ 8,6 bilhões, ou 11% do faturamento do mercado. O segmento também está entre os que mais devem crescer em 2025, com uma alta prevista de 5,3%.  

Logo depois, estão os serviços e produtos veterinários (pet vet), com estimativas de faturar R$ 8,2 bilhões (10,6%). Esse bloco do mercado, no entanto, é o que mais deve crescer no ano, com projeções de alta de 6,7% na comparação com 2024.Pet sector revenue projection table for 2025, showing breakdown by segmentsAbempet

Pet shops mantém primeiro lugar nos canais de venda

Em relação aos canais de acesso, pet shops pequenos e médios permanecem como quase metade de todo movimento do varejo (48,1%). O terceiro trimestre indica que esse setor movimentará R$ 37,5 bilhões até o final do ano. Em segundo lugar estão as clínicas e hospitais veterinários, que representam 17,5% do faturamento (R$ 13,6 bilhões). Completando o pódio, as cadeias de mega stores pet tem uma fatia de 9,6%, faturando R$ 7,5 bilhões.

2025 Pet Industry Sales Channel Revenue Projection TableAbempetDentro do segmento de e-commerce, o varejo especializado mantém a frente e segue sendo o segmento que mais vende. Os pet shops virtuais representam 37% do faturamento, com R$ 2,3 bilhões, seguido pelas lojas virtuais das mega stores, com R$ 2,1 bilhão (32,8%) e pelas lojas virtuais de pequenos e médios pet shops, com R$ 1,3 bilhão (20,1%). 


Brazilian e-commerce market segments data table for third quarter 2025Abempet
“Apesar da relevância crescente do digital, este crescimento mais tímido é uma preocupação. O consumidor está mais criterioso, o que reforça a necessidade de estratégias eficientes para manter a competitividade. Seguimos acompanhando esse cenário e reforçamos a importância de um ambiente tributário mais equilibrado para garantir o avanço sustentável da indústria pet”, declara José Edson Galvão de França, presidente do Conselho Gestor da Abempet.

Produção de pet food brasileira cresce

Sobre a produção de pet food, a Abempet projeta um crescimento leve de 0,85% em 2025 na comparação com 2024, uma reversão após a queda de 0,6% no ano anterior com relação a 2023. 

As estimativas significam que a produção deve se manter na casa das 4 milhões de toneladas, mesmo com o parque industrial brasileiro tendo potencial para superar 9 milhões. A perspectiva de crescimento tímido reflete as dificuldades do segmento diante do cenário econômico brasileiro. “Se o cenário tributário e o câmbio permanecerem como estão, serão os principais fatores que atrapalham o desempenho do setor”, prevê Galvão de França. 

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