Rações à base de plantas para cães têm menor impacto ambiental, diz estudo

Pesquisa comparou 31 rações secas comerciais para cães com relação ao uso da terra, às emissões de gases de efeito estufa e ao consumo de recursos.

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Pesquisa mede emissões de rações secas e determina que opções à base de plantas exigem menos recursos e produzem menos emissões do que as alternativas à base de proteína animal.
Pesquisa mede emissões de rações secas e determina que opções à base de plantas exigem menos recursos e produzem menos emissões do que as alternativas à base de proteína animal.
geralt | Pixabay.com

Uma pesquisa da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, demonstrou que as formulações à base de plantas geram menor impacto ambiental em comparação às alternativas à base de carne. 

O estudo publicado analisou 31 rações secas, divididas em cinco categorias, disponíveis no mercado britânico: à base de plantas, de aves, de carne bovina, de carne ovina e dietas renais veterinárias. Os pesquisadores constataram que as opções de proteína vegetal exigem consistentemente menos recursos e emitem menores quantidades de gases de efeito estufa em todos os indicadores ambientais avaliados.

Para cada 1.000 quilocalorias (kcal) de ração seca produzida, dietas à base de carne bovina exigiram uma média de 102,15 metros quadrados (m²) de terra, contra apenas 2,73m² das alternativas à base de plantas. As emissões seguiram o mesmo padrão: 31,47 quilos de CO₂ equivalente para rações bovinas contra 2,82 quilos para as de proteína vegetal.

As rações de carne bovina também geraram 7,1 vezes mais emissões acidificantes (poluentes que acidificam solo e água), e liberaram 16,4 vezes mais eutrofizantes (substâncias que esgotam o oxigênio em corpos d'água).

A pegada ambiental de um cão

Os pesquisadores também calcularam o impacto ambiental das rações a partir de cenários reais de alimentação, considerando a quantidade de ração que um cão consome diariamente durante toda a sua vida. Para a comparação, consideraram os cenários de um Labrador Retriever típico de 20 quilos, com expectativa de vida de nove anos. 

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A análise mostrou que alimentar o cão exclusivamente com ração à base de plantas exigiria aproximadamente 8.964m² de terra, o equivalente a cerca de  1,3 campo de futebol, considerando o tamanho médio aproximado de 7.140 m² por campo. Já as dietas com proteína bovina demandariam 334.851m², ou cerca de 47 campos de futebol.

As dietas à base de aves e as renais veterinárias ficaram em uma faixa intermediária, mas ainda muito mais intensivas em recursos do que as alternativas vegetais. As rações de carne ovina apresentaram o maior impacto ambiental, exigindo 365.409m² de terra ao longo da vida do cão.

A metodologia utilizou bancos de dados de avaliação de ciclo de vida para medir indicadores ambientais como uso da terra, emissões de gases de efeito estufa, emissões acidificantes, emissões eutrofizantes e consumo de água doce. Os cálculos foram ajustados considerando composição dos ingredientes, densidade energética e teor de umidade entre os produtos comerciais analisados.

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A análise focou exclusivamente em formulações para cães adultos, que representam o maior segmento do mercado de rações secas no Reino Unido. De 50% a 70% dos tutores do bloco optam por esse tipo de produto, sozinho ou combinado com alimentos úmidos.

O estudo ressalta que avaliações de biodisponibilidade e adequação nutricional não fizeram parte do escopo da pesquisa, tendo o impacto ambiental como principal critério de análise.

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