
Uma pesquisa da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, demonstrou que as formulações à base de plantas geram menor impacto ambiental em comparação às alternativas à base de carne.
O estudo publicado analisou 31 rações secas, divididas em cinco categorias, disponíveis no mercado britânico: à base de plantas, de aves, de carne bovina, de carne ovina e dietas renais veterinárias. Os pesquisadores constataram que as opções de proteína vegetal exigem consistentemente menos recursos e emitem menores quantidades de gases de efeito estufa em todos os indicadores ambientais avaliados.
Para cada 1.000 quilocalorias (kcal) de ração seca produzida, dietas à base de carne bovina exigiram uma média de 102,15 metros quadrados (m²) de terra, contra apenas 2,73m² das alternativas à base de plantas. As emissões seguiram o mesmo padrão: 31,47 quilos de CO₂ equivalente para rações bovinas contra 2,82 quilos para as de proteína vegetal.
As rações de carne bovina também geraram 7,1 vezes mais emissões acidificantes (poluentes que acidificam solo e água), e liberaram 16,4 vezes mais eutrofizantes (substâncias que esgotam o oxigênio em corpos d'água).
A pegada ambiental de um cão
Os pesquisadores também calcularam o impacto ambiental das rações a partir de cenários reais de alimentação, considerando a quantidade de ração que um cão consome diariamente durante toda a sua vida. Para a comparação, consideraram os cenários de um Labrador Retriever típico de 20 quilos, com expectativa de vida de nove anos.
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A análise mostrou que alimentar o cão exclusivamente com ração à base de plantas exigiria aproximadamente 8.964m² de terra, o equivalente a cerca de 1,3 campo de futebol, considerando o tamanho médio aproximado de 7.140 m² por campo. Já as dietas com proteína bovina demandariam 334.851m², ou cerca de 47 campos de futebol.
As dietas à base de aves e as renais veterinárias ficaram em uma faixa intermediária, mas ainda muito mais intensivas em recursos do que as alternativas vegetais. As rações de carne ovina apresentaram o maior impacto ambiental, exigindo 365.409m² de terra ao longo da vida do cão.
A metodologia utilizou bancos de dados de avaliação de ciclo de vida para medir indicadores ambientais como uso da terra, emissões de gases de efeito estufa, emissões acidificantes, emissões eutrofizantes e consumo de água doce. Os cálculos foram ajustados considerando composição dos ingredientes, densidade energética e teor de umidade entre os produtos comerciais analisados.
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A análise focou exclusivamente em formulações para cães adultos, que representam o maior segmento do mercado de rações secas no Reino Unido. De 50% a 70% dos tutores do bloco optam por esse tipo de produto, sozinho ou combinado com alimentos úmidos.
O estudo ressalta que avaliações de biodisponibilidade e adequação nutricional não fizeram parte do escopo da pesquisa, tendo o impacto ambiental como principal critério de análise.


















