
A empresa holandesa Protix, que produz ingredientes de insetos voltados à alimentação pet, nutrição animal e cuidado de plantas, anunciou a publicação de uma análise de ciclo de vida (ACV) revisada por pares que confirma uma menor pegada ambiental de ingredientes quando comparados com fontes de proteína convencionais.
A análise, publicada na Science Direct, avalia os impactos ambientais de um produto desde a extração de matéria-prima até o seu descarte em termos de uso de solo, consumo de água e emissões. O estudo utilizou dados primários da operação comercial da Protix com ingredientes à base da mosca soldado negra em Bergen op Zoom, município da província de Brabante do Norte, nos Países Baixos.
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A avaliação examinou três produtos da Protix: ProteinX, uma farinha de insetos premium; LipidX, gordura premium de insetos; e PureeX, carne fresca de insetos. Todos os dados refletem a produção em escala industrial da unidade da empresa operando em plena capacidade.
“Recebemos esses resultados revisados por pares como uma confirmação independente da capacidade dos nossos ingredientes de insetos de reduzir significativamente o impacto ambiental”, disse Piotr Postepski, diretor comercial (CCO) da Protix. Ele afirma, ainda, que o uso de ingredientes de insetos guardam muito potencial para diminuir ainda mais a pegada ambiental, por exemplo, com a aprovação governamental para o uso de matérias-primas de qualidade inferior. “É algo em que continuamos trabalhando incansavelmente.”
Segundo a revisão, a ProteinX reduz as emissões de CO₂ em 78% em comparação à farinha de aves e em 89% em relação ao concentrado de proteína de soja. O produto também apresentou 20,4% menos emissões de CO₂ do que a farinha de peixe e 52,6% menos do que a farinha de soja.
A LipidX registrou 100% menos uso de terra em comparação ao óleo de coco, com valores de ocupação de solo próximos de zero. Já a PureeX utilizou 99,8% menos água do que a carne de aves.
Os números revisados por pares corresponderam ou apresentaram benefícios ambientais superiores aos resultados da ACV de 2024 realizada pela própria Protix, baseada em dados da planta de 2023. As diferenças se devem, principalmente, a atualizações nas bases de dados externas utilizadas para informações sobre matérias-primas e matriz energética.


















