10 estratégias nutricionais para apoiar a saúde e a longevidade de pets idosos

Especialista destaca ingredientes com base científica voltados à imunidade, articulações, saúde oral e pele em cães e gatos idosos.

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Plasma Estudo Formulações Pet Idosos
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Fabricantes podem apoiar a imunidade, a saúde articular, a saúde oral e a condição de pele e pelagem de animais idosos com intervenções nutricionais que consideram as principais mudanças fisiológicas que os pets enfrentam ao envelhecer e com o uso de ingredientes como ácidos graxos ômega-3 e beta-glucanas pré-, pró- e pós-bióticos. 

A constatação é do médico veterinário John Menton, diretor sênior de desenvolvimento de negócios na Pet at Kerry, que palestrou durante uma recente edição do Ask the Petfood Pro, da Petfood Industry. Aqui, separamos os 10 pontos principais da sessão: 

  1. Pets envelhecem — e sofrem condições crônicas semelhantes aos humanos 

Menton observou que, como os pets vivem ao lado das pessoas e se beneficiam de alimentação regular e cuidados veterinários, frequentemente vivem o suficiente para desenvolver condições que refletem o envelhecimento humano.

“Vemos cães e gatos desenvolverem problemas articulares, como a artrite, assim como acontece conosco à medida que envelhecemos”, disse. Ele também reforçou que pets ganham peso com o tempo, desenvolvem problemas de mobilidade, rigidez, declínio cognitivo e diabetes. Todas as doenças que também surgem em humanos pela idade avançada.

2. Não há uma definição clínica única para “ pet idoso” 

Em vez de um limite fixo de idade, Menton destacou que sinais fisiológicos são indicadores mais confiáveis. Cães de pequeno porte podem não apresentar sinais relacionados à idade até a faixa dos 9 a 11 anos, enquanto raças gigantes podem começar entre os 5 e 7 anos.

“Quando você começa a notar rigidez nas articulações, alterações na saúde ocular, pelagem mais opaca, isso indica que cães ou gatos estão entrando na fase sênior”, afirmou, acrescentando que os gatos tendem a atingir esse estágio por volta dos 10 anos devido ao tamanho mais uniforme.

3. A nutrição preventiva deve começar bem antes da fase sênior

Menton foi direto ao afirmar que esperar até que o pet seja idoso para introduzir nutrição direcionada é um erro.

Ele recomenda buscar ingredientes anti-inflamatórios na transição da fase adulta para a sênior, além de adicionar moduladores intestinais e imunológicos de forma proativa nesse período, em vez de reagir após o início do declínio.

4. Ácidos graxos ômega-3 estão entre os ingredientes mais bem respaldados

O óleo de peixe rico em EPA e DHA possui forte evidência na redução da inflamação em múltiplos sistemas, incluindo saúde articular, função de barreira da pele e sinalização imunológica.

Menton destacou uma limitação prática de formulação: “é possível incluir apenas cerca de 2% de ômegas em rações secas, pois acima disso o produto começa a ficar muito úmido”. Ele acrescentou que formatos liofilizados e úmidos permitem maiores níveis de inclusão e melhor estabilidade.

5. A saúde intestinal é central para o envelhecimento saudável do organismo como um todo

Menton descreveu a conexão intestino-imunidade como um tema recorrente em praticamente todos os sistemas analisados.

“Grande parte do sistema imunológico está associada ao sistema digestivo e ao intestino”, afirmou, observando que, com o envelhecimento, a diversidade microbiana diminui e a permeabilidade intestinal pode aumentar.

Ele recomendou o uso de pré-, pró- e pós-bióticos ao longo de toda a vida, e não apenas em fórmulas sênior, para manter um microbioma resiliente que apoie a função imunológica, reduza a inflamação sistêmica e beneficie a saúde da pele, das articulações e cognitiva por meio do eixo intestino-cérebro.

6. Beta-glucanas e micronutrientes-chave sustentam a imunidade

Para a saúde imunológica inata, Menton destacou as beta-glucanas derivadas de leveduras como particularmente importantes.

“Beta-glucanas isoladas de leveduras são fundamentais para manter a saúde imunológica, especialmente a imunidade inata”, disse, citando também vitaminas C e E, zinco, selênio, vitaminas do complexo B e proteínas de alta qualidade como essenciais para sustentar a função imunológica à medida que a atividade de células T e B diminui com a idade.

7. A saúde oral tem impactos sistêmicos frequentemente subestimados

Menton argumentou que a doença periodontal é um dos fatores mais negligenciados no declínio sistêmico de pets idosos.

“Quando há doença periodontal, bactérias entram na linha da gengiva e é muito fácil que daí passem para a corrente sanguínea, podendo levar a problemas cardíacos, hepáticos e renais”, explicou. 

Além de intervenções mecânicas como mastigáveis dentais e agentes polifosfatos, ele destacou probióticos e pós-bióticos capazes de interferir no quorum sensing, mecanismo de comunicação bacteriana que permite a formação de biofilmes, como uma categoria promissora.

8. Nutrição para pele e pelagem se sobrepõe ao suporte imunológico e articular

A pele envelhecida produz menos ceramidas, ácidos graxos e sebo, o que leva a ressecamento, maior queda de pelos e maior risco de infecções.

“Óleo de peixe rico em EPA e DHA tem efeito anti-inflamatório”, afirmou, acrescentando que ácido linoleico, proteínas de alta qualidade (especialmente metionina e cisteína), zinco, biotina e vitaminas C e E têm forte evidência para a saúde da pele e pelagem. Ele também destacou a hidratação como fator frequentemente negligenciado, especialmente em gatos.

9. Pós-bióticos são uma tecnologia emergente promissora

Menton voltou a destacar os pós-bióticos como uma classe de ingredientes com crescente base científica. “Estamos vendo pós-bióticos e probióticos sendo utilizados para pele, articulações, músculos, saúde mental, estresse. Tudo conectado ao eixo intestino-cérebro”, disse.

Ele reconheceu que a base clínica ainda está em desenvolvimento, mas descreveu a categoria como promissora para modular a inflamação sistêmica em múltiplos sistemas do organismo.

10. Nutrição personalizada e novos formatos estão no horizonte

Olhando para o futuro, Menton destacou duas tendências convergentes: formatos liofilizados, que preservam melhor ativos sensíveis ao calor como probióticos e vitaminas em comparação à ração seca tradicional, e o avanço de formulações específicas por genótipo, viabilizadas por testes de DNA para pets.

“Vi uma campanha na França indicando que 60% das pessoas estariam dispostas a fazer testes de DNA em seus pets. Devemos continuar vendo essas tendências avançarem, incluindo, potencialmente, tecnologias vestíveis de monitoramento de saúde adaptadas do bem-estar humano”, concluiu. 

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